Sean Penn e Into the wild

Setembro 22, 2007 às 2:21 pm | Publicado em Cinema, Notícias | Deixe um comentário

Sean Penn adquiriu um percurso interessante no mundo do cinema. De actor a realizador, de low-profile e estrela séria. Agora regressa à realização com o seu novo Into the wild, uma adaptação do best-seller de John Krakauer.

A história conta o seguinte: um estudante notável e atleta de respeito sai da Universidade, decide doar o seu dinheiro a obras de caridade e partir de mochila às costas para o Alaska.

No filme, o estudante é Emile Hirsch, a mãe do estudante é a amiga de Penn e extraordinária actriz Marcia Gay Harden e o pai do jovem em busca da revelação existencial é William Hurt.

A juntar ao que vos acabo de contar, está a direcção de Sean Penn que, no mínimo, terá de despertar para esta fita a curiosidade do mais distante cinéfilo.

Cá esperamos. Aqui fica o trailer.

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A era dos Nouvelle Vague no cinema

Setembro 19, 2007 às 7:22 pm | Publicado em Cinema, Música | 1 Comentário

Há já algum tempo que estes deliciosos senhores têm presença assídua na minha playlist regular. No entanto, nas últimas duas semanas os Nouvelle Vague ganharam para mim uma dimensão totalmente diferente.

A razão prende-se com o facto de duas das suas magníficas covers terem sido escolhidos para alcatifar dois momentos cruciais de dois filmes em estreia.

O final de A mighty heart não teria sido o mesmo se não tivesse a acompanhá-lo In a manner of speaking, versão da dita banda de uma canção dos Tuxedomoon (com trabalho vocal da simpática e chanfrada Camille).

A cena em que a personagem de Tarantino tenta fazer coisas feias na fita do amigo Robert Rodriguez (em causa está Planet Terror) não seria a mesma se não tivesse a forrá-la Too drunk to fuck, cover dos Nouvelle Vague para uma música dos Dead Kennedys.

P.S.: Embora me tenha rido que nem uma doida, lamento dizer que não fiquei nada convencida com Planet Terror. Está a milhas de Death Proof. Na devida altura falarei em pormenor.

Aqui fica o único vídeo que consegui encontrar com In a manner of speaking.

A segunda musiquinha podem ouvir aqui.

Uma tristeza cinéfila

Setembro 19, 2007 às 6:41 pm | Publicado em Cinema, Notícias, Publicações | Deixe um comentário

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Soubémos há uns dias que ia terminar a edição portuguesa da Premiere. Venho expressar o meu profundo lamento pelo final (espero que continuem as aventuras online) da única revista portuguesa da especialidade.

Há algumas rubricas/artigos que nunca me interessaram por aí além, a maioria das quais traduções da versão original, mas tenho de dizer que sempre gostei de ler as críticas. Acima de tudo porque, como já disse várias vezes e aqui reafirmo, sempre me pareceram as mais descontraídas e livres de dogmas. Há muito bom crítico por esse Portugal que, mesmo que não o admita, gosta de viver a sua opinião como uma verdade incontestável. Sintam-se à vontade para me chicotear por este parecer.

Por tudo o que de direito, deixo os meus sinceros parabéns aos colaboradores da revista e o meu profundo pesar pela partida da nossa amiga.

A noite da televisão

Setembro 17, 2007 às 8:23 pm | Publicado em Prémios, Televisão | 2 comentários

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Tony Soprano e seus foram, sem dúvida, os vencedores da noite dos Emmys 2007. Isso todos já sabem. Ou porque passaram a noite em claro (infelizmente, este ano não vai ser tão fácil para mim fazer as noitadas cinematográficas), ou porque acordaram e foram verificar os vencedores, ou ainda porque tropeçaram num qualquer orgão de comunicação social com a notícia em causa.

Os Sopranos levaram para casa os prémios para melhor série e melhor realização. No ranking dos melhores actores, James Spader para o drama e Ricky Gervais para comédia.

Gostei do facto de Katherine Heigl ter levado o galardão para melhor actriz secundária, achei bizarro que tivesse sido Sally Field a vencer como melhor actriz.

P.S.: Podem apedrejar-me mas não gosto da Ugly Betty.

Foi a inauguração da temporada de corrida às estatuetas americanas. Venham as próximas.

A respeito de Jolie e A mighty heart

Setembro 15, 2007 às 3:14 pm | Publicado em Cinema, Estreias | Deixe um comentário

Acho que sobre este vale a pena debruçarmo-nos. Acho que esta história merece que deixemos a sala de cinema e paremos para reflectir durante uns minutos. Quem sabe se poderá trazer uma saudável discussão entre amigos sobre as relações ocidente/oriente.

Aqui ficam as minhas notas sobre A mighty heart publicadas no sítio do costume.

Fevereiro de 2002. Carachi, Paquistão. Meses depois do 11 de Setembro, Mariane Pearl via o seu marido, Daniel Pearl, ser assassinado por um grupo fundamentalista islâmico. A história passou a livro, o livro passou a filme. Um filme que comporta o melhor trabalho de Angelina Jolie e um equílibrio notável que o torna realista, não heróico; um relato e não uma lição de moral.

O contexto: Os Estados Unidos ainda ressacavam dos atentados ao World Trade Center. A atenção da opinião pública e dos média estava virada para as movimentações a oriente. Daniel Pearl era um dos muitos jornalistas designados para o tema e representava o Wall Street Journal, relatando os retratos do Paquistão. Procurava representantes dos governos, conhecidos terroristas ou aliados da Al-Qaida, investigava sobre as alegadas relações entre as duas partes e explorava as crenças de todas. Conhecia as pessoas, comuns, independentes de outras guerras, e contava as suas histórias. Lá, sob um ponto de vista diferente e regulado por valores muito próprios. No fim, seria sob o pretexto da sua própria crença (Daniel era judeu) que o seu rapto seria explicado. Um dia, saiu de casa para se encontrar com um líder de uma célula fundamentalista (um encontro que qualquer jornalista naquele terreno sonha em ter) e não voltou mais. De jornalista passou a instrumento para as intenções ideológicas dos raptores. Tornou-se a imagem de sacríficio americano. Em casa, Mariane Pearl, a mulher grávida de cinco meses, assistia ao desenrolar das investigações com uma racionalidade fora do comum. Poucas lágrimas, poucos momentos de desespero e uma frieza que parecia apenas espelhar a vontade de não se render às intenções dos homens que lhe levaram o marido. Chegou a admitir numa das entrevistas que concedeu para a televisão que era por isso que não vacilava. Não o fazia e muito menos no ar. A história de A mighty heart é, indiscutivelmente, interessante, premente e justifica por si só a passagem a filme. Não há quem não se identifique com o medo, nem quem não se apegue a uma narrativa que atravessa o dia-a-dia da política e das sociedades ocidentais. Vêmo-los de cá, eles vêem-nos de lá. Todos funcionamos segundo os nosso próprios padrões. Visualmente falando, Um coração poderoso não é o mais perfeito dos exercícios. Bem intencionado, quer imprimir realismo visual com a constante câmara ao ombro e o tom quase documental e resulta na maior parte das cenas. Pena que, em alguns cenários escuros e velozes, aquela técnica não ofereça ao espectador clarividência, mas sim, escuridão e confusão. A técnica de filmagem foi peculiar. As cenas foram rodadas sequencialmente, foi usada pouca maquilhagem e, sem poderem gozar de grandes intervalos, os actores passavam praticamente todo o tempo juntos no plateau. Diz Angelina Jolie que, na gravação do momento em que é dada a notícia sobre Daniel Pearl, seria impossível que todos não sofressem com isso já que tinham representado cada passo do episódio sem saltos no tempo. A câmara gravou e conseguiu passar ao espectador a credibilidade desejada. No que à narrativa diz respeito, é notória a condução por uma jornalista. São avaliados todos os lados da história, sem juízos de valor (dentro que parece aceitável, claro). Não há santos nem demónios. Há relatos. Verídicos retratos. É o espectador quem, em última instância, decide o que quer interpretar. História à parte, o grande trunfo do filme é Angelina Jolie. A actriz apresenta-se mais consistente do que nunca num difícil papel que, ainda por cima, se inspira numa figura viva: Mariane Pearl. É certo que a transformação física e a real gravidez da actriz ajudaram à entrada na personagem mas Angelina consegue dar-lhe a dimensão racional e o lado mais frágil com o realismo palpável que se pedia. Sem «ódio nem medo», tal como Mariane quis demonstrar. A mighty heart inaugura a temporada de Outono em Portugal entrando da melhor forma na lista de «filmes-que-têm-histórias-complexas-e-querem-ganhar-prémios». É uma pintura contemporânea com o que mais de actual há para dizer no que diz respeito a contos multiculturais. 

É ele! É ele!

Setembro 12, 2007 às 8:54 pm | Publicado em Cinema, Notícias | 2 comentários

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Outra vez. Ele. O homem mais “sou-o-tipo-mais-cómico-dos-talk-shows-e-ainda-por-cima-sou-inteligente-como-poucos”.

Aqui, de novo.

Ficamos felizes!

In brief…como no The Guardian

Setembro 11, 2007 às 7:30 pm | Publicado em Cinema, Notícias | 2 comentários

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Em jeito de resumo, aqui fica a colectânea das últimas notas soltas no mundo do cinema.

Jennifer Hudson, que venceu o óscar de melhor actriz secundária por Dreamgirls, juntou-se ao elenco de Sex and the city: the movie. Vai representar a assistente de Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker).

Jude Law fez uma pausa no cinema e vai brilhar no palco de um teatro londrino. Nada mais british do que representar o complexo príncipe Hamlet.

Deste, com certeza, já ouviram falar mas não poderia passar despercebido pelo Elite. O primeiro trailer de Iron Man (as minhas unhas reduzem-se a metade com a ansiedade para ver Robert Downey Jr. a fazer das dele) fica por aqui.

Ainda uma nota final. Todos vocês QUEREM ir até ao cinema ver A mighty heart. Embora vá falar do filme sob a suspeita da minha condição profissional (que obviamente me deixa ainda mais interessada na história), tenho de vos dizer que Angelina Jolie está em grande forma. Na quinta-feira volto com detalhes.

The Dark Knight: Uma espreitadela

Setembro 9, 2007 às 5:18 pm | Publicado em Cinema, trailers | Comentários Desativados em The Dark Knight: Uma espreitadela

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O primeiro teaser para The Dark Knight já anda por aí (pelo menos ainda não tinha visto nenhum antes).

O regresso de Chris Nolan e de Christian Bale fazem com que qualquer cinéfilo que se preze queira acompanhar o processo. Aqui para os lados do Elite, é precisamente esse o caso.

Ainda sem revelar imagens (só um bónus no final), o teaser aguça a curiosidade – e bem – servindo-se apenas de soundbites.

Podem vê-lo aqui.

E o leão de ouro foi para…

Setembro 9, 2007 às 5:03 pm | Publicado em Cinema, Festivais, Notícias | 1 Comentário

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…Ang Lee. Em 2005 com Brokeback Mountain e agora, de novo, com uma história de amor. Diz o El Pais que podia especular-se sobre se o prémio foi fruto da genuína qualidade de Lust, Caution. Olhemos para as suspeitas: O presidente do júri é o chinês Zhang Yimou e o director do festival, Marco Muller, é um assumido apaixonado por cinema asiático.

Diz o mesmo jornal que tais suspeitas deixam de fazer sentido depois de se ver o filme que mereceu o galardão. É que parece que é uma obra portentosa.

Quem ficou de fora da lista de prémios foi Paul Haggis e o seu In the valley of Elah (diz quem viu que é brilhante) passando a constituir uma das surpresas do certame.

Outra das ofertas inesperadas foi a atribuição do prémio de melhor actor a Brad Pitt pelo papel do bandido Jesse James. A palavra usada na referência a esta “surpresa” é “discutível”.

Brian de Palma venceu na categoria de melhor realizador com Redacted e Cate Blanchett foi a melhor actriz com o seu trabalho em I’m not there.

Para o ano há mais no Lido.

De novo Burton…

Setembro 6, 2007 às 9:47 pm | Publicado em Cinema, Festivais, Notícias | Deixe um comentário

Burton tem direito a receber tantos posts quanto o seu talento continuar a exigir. Estou tentada a dizer que merece um blog inteiro.

Hoje trago-vos em vídeo com vários momentos no Lido. Aquele em que Tim Burton recebeu o Leão de ouro pela sua carreira das mãos do amigo Johnny Depp, aquele em que defende a estatueta felina contra a figura humana do óscar e aquele em que fala sobre o seu musical preferido: Sweeney Todd.

Podem vê-lo aqui.

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