Uma tristeza cinéfila

Setembro 19, 2007 às 6:41 pm | Publicado em Cinema, Notícias, Publicações | Deixe um comentário

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Soubémos há uns dias que ia terminar a edição portuguesa da Premiere. Venho expressar o meu profundo lamento pelo final (espero que continuem as aventuras online) da única revista portuguesa da especialidade.

Há algumas rubricas/artigos que nunca me interessaram por aí além, a maioria das quais traduções da versão original, mas tenho de dizer que sempre gostei de ler as críticas. Acima de tudo porque, como já disse várias vezes e aqui reafirmo, sempre me pareceram as mais descontraídas e livres de dogmas. Há muito bom crítico por esse Portugal que, mesmo que não o admita, gosta de viver a sua opinião como uma verdade incontestável. Sintam-se à vontade para me chicotear por este parecer.

Por tudo o que de direito, deixo os meus sinceros parabéns aos colaboradores da revista e o meu profundo pesar pela partida da nossa amiga.

Comic-Con: A foto

Julho 29, 2007 às 3:09 pm | Publicado em Cinema, Notícias, Publicações | Deixe um comentário

Por estes dias acontece em San Diego a reunião de fãs de BD/graphic novels mais reconhecida em todo o mundo. A Comic-Con é já muito mais do que a sua definição. Tornou-se um local de promoção de filmes, de busca de ideias e de celebração de várias artes.

Não vos venho aqui falar sobre o encontro. Teria de já lá ter estado para emitir algum parecer. Venho apenas deixar-vos uma foto tirada por Sandy Huffaker, do NY Times. Dispensa descrições. Todos conhecem a figura. Muito bem sacada, Sr. Huffaker!

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Se quiserem espreitar a galeria de fotos completa, com direito a Zack Snyder, cliquem aqui.

As melhores comédias

Julho 22, 2007 às 6:36 pm | Publicado em Cinema, Publicações | Deixe um comentário

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O The Guardian pediu aos leitores para escolherem a sua comédia preferida. Hoje, os resultados surgiram compilados numa lista com resultados previsíveis e outros que podem causar surpresa. Por cada filme há uma opinião de um leitor e de um crítico.

Em primeiro lugar, sem surpreender muito, Life of Brian dos Monty Python. Para dar uma vista de olhos na lista completa podem clicar aqui.

As histórias de Cannes sob o olhar espanhol

Maio 6, 2007 às 12:15 pm | Publicado em Cinema, Publicações, Reportagem | Deixe um comentário

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A dez dias do início do programa de festas em Cannes, o El País recapitula. O festival que se instituiu como a rampa de lançamento para os filmes do ano é mostra de arte, da indústria e é casa para toda a imprensa (especializada e cor-de-rosa).

Ángel S. Harguindey, enviado do jornal espanhol ao certame com experiência de uns bons anos, descreve, na primeira pessoa os bastidores de Cannes e o significado que o evento tem para a indústria cinematográfica e para os envolvidos.

Uma retrospectiva dos filmes mas, mais do que isso, das pessoas e dos episódios que foram sobressaindo ao longo dos anos, com direito, no final, a testemunhos de espanhóis ligados ao cinema. Podem passar os olhos por este Salto para a Glória aqui.

A revista, o blog e, agora, o site em português

Maio 3, 2007 às 6:13 pm | Publicado em Cinema, Publicações | 2 comentários

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Sem querer exceder-me na publicidade, parece-me importante referir e elogiar a iniciativa da revista Premiere, que hoje passa a ter um site oficial com a síntese dos temas que, todos os meses, serão aprofundados na revista. Depois do blog (que continua em movimento) e da versão em papel, este é, a meu ver, um passo crucial perante o panorama evolutivo dos meios online , por isso, merece o devido destaque.

Parabéns aos responsáveis e continuem o bom trabalho!

Jack Nicholson pelos olhos dos outros

Abril 23, 2007 às 9:19 am | Publicado em Cinema, Publicações, Reportagem | Deixe um comentário

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Estranhamente inteligente, um cavalheiro mulherengo com um estilo de vida tresloucado. São estes alguns dos pareceres que os amigos e colegas de Jack Nicholson fazem sobre ele na série de entrevistas publicada ontem no The Observer.

De Susan Sarandon a Tim Burton, passando por Danny DeVito e Dennis Hopper, muitos passaram pelo escrito para deixar o seu testemunho sobre a lenda viva de Hollywood.

A verdade é que, como diz o título em jeito de trocadilho, aos 70 “he’s still shining”. Podem ver o texto completo aqui.

Dos maus hábitos no cinema

Abril 18, 2007 às 8:42 am | Publicado em Cinema, Crónicas, Publicações | 4 comentários

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Hoje, trago-vos um formato diferente. Esta foi uma crónica que publiquei há uns tempos num site de informação no qual colaboro. Nada que já não tenha explorado insistentemente aqui mas, sempre que posso, aproveito para dar mais uma porrada no ceguinho. É que, meus amigos, começo a achar que anda por aí uma praga…de maus hábitos no cinema.

Crónica: Dos maus hábitos no cinema

Na semana em que estreia o novo filme da Disney, Meet the Robinsons, já quase todos viram o famoso trailer dos sapos que há semanas vem antecedendo a exibição de filmes em muitos cinemas.

Os sapos que, em jeito de publicidade ao filme, advertem os presentes nas salas escuras de que ali não estão em casa e de que, como tal, o seu comportamento não deverá ser correspondente ao praticado no conforto do lar. Os mesmos sapos que foram traduzidos para incontáveis línguas, que  agora cantam em português para que todos os entendam e que o fazem de uma forma acessível até aos mais pequenos.

Numa observação mais atenta ou, até de relance, para os mais sensíveis aos ruídos de terceiros, é fácil perceber que o efeito resultante da lição dos anfíbios é quase nulo.

São os maus hábitos no cinema, uma tradição tão antiga quanto a sétima arte.

Para quem gosta de apreciar o silêncio de um cinema, apenas interrompido pelo som do filme em exibição, o tormento é grande quando na sala se encontram plateias barulhentas.

O constante e inveterado roer de pipocas e os comentários complementares e dispensáveis aos pormenores das fitas servem como desculpa para importunar os adeptos do sossego.

Mesmo nos locais em que julgamos não ter de suportar tamanha dor, há sempre uma noite em que um ou outro espectador resolve romper as barreiras da boa educação e saltar para o campo dos que pouco se importam com os demais compradores de bilhete.

Tomemos como exemplo uma destas noites de Domingo. De notar que na semana em questão, todos os filmes em estreia eram de um tipo propício a um determinado público. Uma audiência com incidência sobre os casais de namorados, os pares de amigas que procuram a comédia romântica e os casais mais velhos que, ainda assim, acabam por não fugir aos maus hábitos referidos.

O filme era Music and Lyrics, a comédia romântica com Hugh Grant e Drew Barrymore.

Listemos os comportamentos pouco simpáticos: ao meu lado, um casal conversava como se ali bebessem um bom café numa esplanada à beira-mar. Faziam comentários como “olha aquele actor do Raymond” e “que gira que é esta canção” em alto e bom som para alguém que não se tivesse apercebido do facto. A dada altura, subiram de patamar quando, o membro masculino do par começou a trautear uma das músicas recorrentes no filme.

Ainda nos arredores, não faltava a senhora que, não podendo aguardar até aos créditos finais, decidiu atender o telemóvel e dizer em bom nível de decibéis “isto está muito escuro, não te consigo ver”, enquanto procurava um conhecido no interior da sala.

Pelo meio, pipocas bem mastigadas, adolescentes descendo e subindo escadas. Enfim, momentos agradáveis e inesquecíveis que propiciavam um segundo filme dentro do recinto.

Em determinadas salas, é proibida a venda de pipocas e o ritual de uma sessão de cinema é um culto do silêncio, da observação e da memorização.
Outros há que preenchem o extremo oposto. O do barulho insuportável para quem o sente de tal forma que a atenção não consegue centrar-se no objectivo que os levou ali: o filme.

O difícil é encontrar o meio termo. Um sítio onde a qualidade das salas convença e onde, no momento do genérico inicial, nada mais se ouça para lá do que acontece na tela.

À saída comentava com quem estava comigo que o filme em questão chamava este sector de público e que nada havia a fazer. Sabiamente, a minha companhia retorquiu: “nenhum filme devia apelar a este tipo de comportamento. Não há desculpa que o justifique”.

Se ainda não receberam o aviso de Frankie e os sapos, é possível fazê-lo, na versão original, aqui.

Um tempo depois de ter escrito isto soube que, também o Pedro Mexia, tinha escrito um texto para o DN em que falava de outras situações semelhantes a esta. Numa delas, um casal assumia condutas muito pouco impróprias para o recinto em questão.

Enfim, nada a fazer…

As dicas do Ípsilon

Março 17, 2007 às 1:01 pm | Publicado em Cinema, Informação, Publicações | Deixe um comentário

Gosto que se crie um contexto quando se faz uma crítica e que esse enquadramento seja acessível não só aos entendidos mas também aos outros, aos que gostam de cinema mas que provavelmente não se aproximam mais de certos filmes por esses não lhes serem dados a entender. Que se falem duas línguas, ou uma língua que encaixe em dois tipos de público.

Por tudo isso, gostei de algo pequeno que teve o seu lugar no Ípsilon desta semana. Algo pequeno mas que demonstra este espírito, o de ajudar os leitores a fazerem, eles próprios, a leitura de um filme. A meu ver, esta é uma das funções do crítico e, esta sexta-feira, ainda que através de uma pequena amostra, Jorge Mourinha fê-lo no Público.

Para ajudar à compreensão do novo filme de Darren Aronofsky, The Fountain, deu aos leitores “pistas para ler o último capítulo”.

Gostei.

Porque é que tem sempre de haver um segundo sentido?

Março 6, 2007 às 9:17 am | Publicado em Cinema, Publicações | 1 Comentário

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Ontem lia um artigo do NY Times sobre o novo filme de Zack Snyder, 300, de que já aqui falei e pensava que há uma certa mania da perseguição nas sociedades ocidentais. É cada vez mais difícil ver um filme sem dele se tentar extrair um significado subliminar, metafórico, normalmente referente à esfera política.

Há casos em que isso é gritante, em que é explícita a crítica ou análise e onde é inevitável falar sobre o assunto. Eu própria tenho tendência para o tentar fazer quando acho que é relevante para o decorrer da película. Mas não tem de ser sempre assim e o que me faz uma certa confusão é ver que muitos se esfolam para criar uma metáfora onde ela pode muito bem não existir.

Tendo em conta o perfil dos envolvidos, não me parece que aqui exista algum desses fenómenos, e, portanto, soa-me um pouco absurdo fazer-se uma leitura pormenorizada de 300 como se todo ele tivesse sido construído com base numa leitura política.

Ainda sem ter visto o filme, parece-me que o objectivo é tentar ser-se fiel à graphic novel de Frank Miller e recriar todo o ambiente por ela produzido. Se, no caminho, com as alterações que são necessárias à produção da fita, houve discrepâncias no significado, não julgo que tenham sido adulteradas com uma intenção delineada. Acho que são apenas fruto do esforço de Zack Snyder para adaptar da melhor forma o escrito ao grande ecrã.

Mas não. No Festival de Berlim já se insinuava e, agora, depois da estreia nos EUA, diz-se aqui e ali que Leonidas ou Xerxes podem ser Bush, conforme os ideais dos que o afirmam.

E que tal se Xerxes e Leonidas forem apenas o Imperador Persa e o Rei de Esparta num filme que tenta reconstruir a batalha entre os dois?

Zack Snyder já disse que não teve qualquer intenção de criar este tipo de polémica mas que, se aconteceu, melhor para ele, porque a publicidade, como sempre nestes casos, aumenta exponencialmente. Descontraído e inteligente na resposta, a meu ver.

A Premiere em capas

Fevereiro 2, 2007 às 8:02 pm | Publicado em Cinema, Publicações | Deixe um comentário

As capas da Premiere não chegam aos calcanhares das da Rolling Stone, é certo. A propósito disso, anda por aí nas livrarias o tesourinho que compila estas últimas. Vale a pena, pelo menos, uma vista de olhos.

Ainda assim, é interessante passar os olhos pelo arquivo das frontpages desta revista de cinema. Há coisas menos conseguidas mas há outras tão bem pensadas como esta.

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O arquivo em questão é o da edição original mas aconselho a leitura da edição portuguesa (porque é mais fácil de encontrar em todo o lado). Conta com as opiniões dos que são, quanto a mim, alguns dos críticos portugueses mais desprovidos de dogmas e tem sempre umas reportagens interessantes traduzidas da versão original.

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