E o leão de ouro foi para…

Setembro 9, 2007 às 5:03 pm | Publicado em Cinema, Festivais, Notícias | 1 Comentário

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…Ang Lee. Em 2005 com Brokeback Mountain e agora, de novo, com uma história de amor. Diz o El Pais que podia especular-se sobre se o prémio foi fruto da genuína qualidade de Lust, Caution. Olhemos para as suspeitas: O presidente do júri é o chinês Zhang Yimou e o director do festival, Marco Muller, é um assumido apaixonado por cinema asiático.

Diz o mesmo jornal que tais suspeitas deixam de fazer sentido depois de se ver o filme que mereceu o galardão. É que parece que é uma obra portentosa.

Quem ficou de fora da lista de prémios foi Paul Haggis e o seu In the valley of Elah (diz quem viu que é brilhante) passando a constituir uma das surpresas do certame.

Outra das ofertas inesperadas foi a atribuição do prémio de melhor actor a Brad Pitt pelo papel do bandido Jesse James. A palavra usada na referência a esta “surpresa” é “discutível”.

Brian de Palma venceu na categoria de melhor realizador com Redacted e Cate Blanchett foi a melhor actriz com o seu trabalho em I’m not there.

Para o ano há mais no Lido.

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De novo Burton…

Setembro 6, 2007 às 9:47 pm | Publicado em Cinema, Festivais, Notícias | Deixe um comentário

Burton tem direito a receber tantos posts quanto o seu talento continuar a exigir. Estou tentada a dizer que merece um blog inteiro.

Hoje trago-vos em vídeo com vários momentos no Lido. Aquele em que Tim Burton recebeu o Leão de ouro pela sua carreira das mãos do amigo Johnny Depp, aquele em que defende a estatueta felina contra a figura humana do óscar e aquele em que fala sobre o seu musical preferido: Sweeney Todd.

Podem vê-lo aqui.

Um update de Veneza

Setembro 5, 2007 às 7:42 pm | Publicado em Cinema, Festivais, Notícias | Deixe um comentário

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Infelizmente não a partir de lá.

Tim Burton recebe hoje a homenagem pela sua carreira ao receber o leão de ouro em Veneza. E o que diz o realizador perante tremenda honra? Algo que só o descontraído, criativo e excêntrico Burton poderia lembrar-se de dizer: o prémio “é mais bonito do que um homem nu”. Com homem nu referia-se à estatueta dos óscares.

O estranho mundo de Jack será exibidio para que depois Johnny Depp suba ao palco e entregue o prémio honorário ao amigo com quem forma uma das duplas mais tresloucadas (com este termo entenda-se geniais) do cinema. Haverá ainda tempo para serem mostradas as primeiras imagens de Sweeney Todd.

Ontem, foi mostrado o western de Takashi Miike, Sukiyaki Western Django, onde Quentin Tarantino tem uma participação especial como actor.

Esta manhã na Antena 3, o José Paulo Alcobia contava que, durante a exibição do filme, de cada vez que surgia Tarantino, os críticos levantavam-se e aplaudiam de pé.

Ele é, de facto, um fenómeno que agrada tanto às massas como à crítica.

Festival de cinema promissor…online

Setembro 4, 2007 às 9:38 pm | Publicado em Cinema, Festivais | Comentários Desativados em Festival de cinema promissor…online

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Este senhor na foto (para quem não o reconhece digo-vos que é Spike Lee) lançou uma ideia de ouro.

Há festivais de qualidade em vários países? Há, sim senhor.

Esses festivais conseguem ser tão diversificados quanto os talentos cineastas espalhados pelo mundo inteiro? Não conseguem, não senhor.

Há suficiente abertura à participação de nomes menos sonantes? Não há, não senhor.

O realizador da democracia e da defesa dos oprimidos decidiu criar o festival mais diversificado e democrático de todos. Vai chamar-se Babelgum online film festival e pretende fazer com que todos os talentos, dos mais escondidos cantos do mundo, possam juntar-se na web para mostrar os seus filmes que não poderão ter mais de 45 minutos (é preciso pensar-se no suporte, claro).

Aguardamos ansiosamente.

Ridley Scott e a morta da ficção científica

Setembro 1, 2007 às 12:52 pm | Publicado em Cinema, Festivais, Pessoas | Deixe um comentário

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Os tempos já não são tão áureos para Ridley Scott como o foram na era de Alien e Blade Runner. Com Gladiador reinventou um género antigo mas depois do épico tem andado submisso (no sentido em que os seus filmes já não são o esperado). O brilho do homem que fez história no cinema (e em particular no género sci-fi) está, de facto, esmorecido.

Este ano, em Veneza, Blade Runner é mostrado num novo director’s cut reavivando os fãs e talvez até a crítica para os lados de Ridley Scott.

Mas o propósito deste post não é dissertar sobre o senhor. É analisar uma declaração sua na mostra italiana.

original. We’ve seen it all before. Been there. Done it.”  

É uma opinião provavelmente válida em 60% dos casos mas sou sempre defensora da não generalização. O verdadeiro problema vem com a seguinte frase. Quando lhe foi pedido para dar exemplos desses maus filmes, Scott disse: “All of them. Yes, all of them.”

Podem ver aqui o artigo completo.

Acho que não precisamos de recuar mais do que uns meses para nos lembrarmos do rejuvenescedor Sunshine.

A respeito de Veneza

Agosto 29, 2007 às 9:02 pm | Publicado em Cinema, Festivais, Notícias | Deixe um comentário

Hoje impõem-se algumas notas sobre Itália. Foram estas que publiquei no sítio do costume.

Aos 75 anos, o festival de cinema de Veneza está amadurecido e mostra-se diversificado. 22 filmes de vários países vão a concurso pelo Leão de ouro e 35 mais fazem prova do que de melhor se fez no cinema no ano que corre. Pelo meio, entram em cena dois portugueses e homenageiam-se carreiras: uma a título póstumo (a de Michelangelo Antonioni), outra ainda aberta a muitas mais criações (a de Tim Burton). A novidade de que todos falam vem, no entanto, sob a forma de um novo prémio: O Queer Lion ou, na possível tradução portuguesa, o Leão homossexual.

As contas certas dão-lhe 75 anos de idade mas com alguns anos de atribuladas e históricas interrupções (como aconteceu durante a II Guerra Mundial), a Mostra internacional de cinema de Veneza vai na 64ª edição. Este ano, o número de estreias mundiais é maior do que nunca com todos os olhos virados para a exibição de fitas de realizadores como Ang Lee, Woddy Allen, Paul Haggis, Brian de Palma e Ken Loach não esquecendo que a concurso está o português João Canijo e o seu Mal nascida.

São os filmes britânicos e norte-americanos que comandam no cartaz mas a gosto do director, Marco Muller, foram também incluídos na selecção alguns filmes asiáticos. Debrucemo-nos na lista multicultural. Depois do oscarizado Brokeback Mountain, Ang Lee regressa com outra história de amor sofrida em Lust, Caution, um sério candidato ao prémio máximo do festival e quem sabe se a outras temporadas de cerimónias. Também o veterano Brian de Palma mostra o seu Redacted e o argumentista/realizador Paul Haggis regressa aos dramas intrusivos com the In the valley of Elah, a história de um pai que suporta o fardo de ver o filho partir para a guerra. Com estes dois últimos filmes, marca-se uma das linhas do festival: a da fotografia intensa da presença americana no Iraque.

Fora de concurso, Woody Allen promete chamar a atenção para o seu mais recente Cassandra’s Dream, história que conta com Ewan McGregor e Colin Farrell, numa equipa algo inesperada para o cinema do realizador. Também presente na selecção extra-concurso estará a actriz fétiche de Allen, Scarlett Johansson mas, desta feita, no filme de Robert Pulcini, The nanny diaries.

Quanto à presença portuguesa, ela é dupla. Há um ano, Manoel de Oliveira estreava Belle Toujours em Veneza. Um ano depois, aos 99 de idade, a produção não pára e o realizador mais velho do mundo continua a fazer questão de que Portugal esteja representado. Chama-se Cristovão Colombo – o Enigma, será exibido fora de concurso e, para além da direcção de Oliveira, conta com a sua participação e da sua mulher no elenco. Já João Canijo tem motivos para estar ansioso. A sua película Mal nascida, narrativa que viaja até às casas de alterne portuguesas, está sujeita à avaliação do júri. 

Todos os filmes a concurso aguardam impacientes pelo momento da entrega do prémio mais desejado mas este ano há uma novidade interessante na lista de galardões. Queer Lion (“Leão homossexual), é o nome da recompensa que será oferecida ao melhor filme que se debruce sobre temáticas ligadas à homossexualidade ou, condição mínima, que tenha personagens gay. Obrigatórias são também as homenagens a carreiras consagradas e, este ano, são várias as que tiveram direito a honras.

Tim Burton, que certamente ainda oferecerá à sétima arte muitas das suas fábulas fantásticas de cenários encantados, vai receber o leão de ouro pela sua carreira. Michelangelo Antonioni, cineasta da casa recentemente falecido, vai ser homenageado a título póstumo com a exibição de três dos seus filmes (Limpeza Urbana, Vertigine e Lo Sguardo Di Michelangelo).

E já que estamos na Itália, nada mais adequado do que recuperar o cinema western spaghetti numa mostra apadrinhada por Quentin Tarantino que conta com a exibição de O Cavalo de Ferro de John Ford e de Amanhecer Sangrento de Budd Boetticher, entre muitos outros.

O festival de cinema de Veneza decorre até dia 8 de Setembro e assegura no desfile pela passadeira vermelha nomes como Brad Pitt, George Clooney, Richard Gere, Cate Blanchett, Vanessa Redgrave, Scarlett Johansson, Charlize Theron e Susan Sarandon.

MOTELx: Cinema de terror no São Jorge

Agosto 26, 2007 às 2:27 pm | Publicado em Cinema, Festivais | Deixe um comentário

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Se estiverem por Lisboa, a partir do próximo dia 5 de Setembro podem ir a uma sessão de cinema diferente. Vai instalar-se no São Jorge o MOTELx, o primeiro festival internacional de cinema de terror de Lisboa.

O festival não pretende ser uma competição. Apelida-se de mostra e traz fitas de nomes como John Carpenter, Dario Argento, Guillermo del Toro, Ivan Cardoso e Takashi Miike.

De 5 a 9 de Setembro, ali para os lados da Avenida da Liberdade.

Uma chamada de atenção para o LVF

Junho 2, 2007 às 8:44 am | Publicado em Cinema, Festivais, Notícias | Deixe um comentário

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Na semana que amanhã tem início, Lisboa vai receber o Lisbon Village Festival, certame que assegura “ cinema digital vindo de todo o mundo, exposições protagonizadas por novas tecnologias e festas ao som de grandes DJs”.

A mostra começa no dia 7, com o acontecimento que deverá representar o ponto alto do festival. Por cá vai estar o SENHOR Robert De Niro na ronda para inaugurar uma exposição do seu pai e para participar num jantar que lhe vai ser dedicado pela organização.

Depois, é seguir a disposição até dia 24. Se apetecer um filme, faz-se uma paragem. Se a vontade pender para a música, assiste-se a uma actuação de um DJ no São Jorge.

Bom cinema!

O que poderá acontecer esta noite?

Maio 27, 2007 às 7:23 pm | Publicado em Cinema, Festivais, Notícias | Deixe um comentário

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O que todos se perguntam hoje (ou pelo menos eu) é quem vai vencer a Palma de Ouro em Cannes.

Após alguma pesquisa, percebi que muitos são unânimes em atribuir favoritismos sendo que essa unanimidade atinge não um, mas três ou quatro eleitos.

O Libération, a Variety e o NY Times concordam em três apostas. Todos apontam Zodiac, de David Fincher, No country for old men, dos irmãos Coen e 4 Mois, 3 Semaines et 2 Jours, do romeno Cristian Mungiu como os potenciais vencedores do prémio mais cobiçado para os lados da Riviera francesa.

Também unânime é a opinião de que a selecção oficial deste ano é uma das melhores e mais eclécticas dos últimos tempos e que, por essa mesma razão, nunca se sabe que surpresas nos reserva o júri presidido pelo realizador britânico Stephen Frears.

Logo mais à noite ou amanhã de manhã, se decidirem dormir cedo, saberemos novidades.

Mo(n)stra de Animação

Maio 22, 2007 às 2:22 pm | Publicado em Cinema, Festivais, Notícias | Deixe um comentário

Começou ontem o Festival de Animação de Lisboa, a Monstra, e eu estive por lá. Deixo-vos o que escrevi hoje sobre o evento…

O corpo e o vídeo. A animação russa em retrospectiva. Uma sala cheia. Foram estes os pontos altos da abertura do Festival de Cinema de Animação de Lisboa, o Monstra, ontem à noite, no Teatro Maria Matos. O acontecimento que se define como «um espaço de encontro e convergência do cinema de animação com outros media e com outras artes» abriu as portas para sete dias de exibições.

Às nove da noite, hora marcada para o início das festividades, ainda se fumavam cigarros à porta do Maria Matos e guardava-se lugar na fila para comprar bilhete ou trocar o convite por um bilhete genuíno. No entanto, tudo estava calmo. Nada de pressas para a mostra, ou melhor, para a Monstra.


Quando o auditório reservado para o certame que vai durar até ao próximo dia 27 finalmente se compôs e as luzes se apagaram, foi tempo de juntar o corpo ao vídeo e a voz aos efeitos no espectáculo .txt, um dos muitos que acompanham a exibição de filmes no evento. Durante vinte minutos um corpo dá ao movimento passos livres para seguir ou comandar as projecções visuais com expressões que vão correndo o palco de uma ponta à outra.
Movimentos sincronizados de um bailarino acompanhados pela voz do actor que, atrás de uma secretária fala dos conceitos mais abstractos como «conflito, simbiose e paradigma».


Era o aquecimento para a noite de animação que se avizinhava, no ecrã e fora dele. Os organizadores deram as boas vindas com um sonoro e vocalmente esforçado «a Monstra cresceu» e deram a partida para o que consideram ser «o deslumbramento» da animação.

O propósito da noite foi o de homenagear um dos mais influentes cineastas de animação russos, Fyodor Khitruk, senhor a quem Walt Disney fascinou durante os anos 30 e tendo causado nele o irreprímivel desejo de criar as suas próprias obras. Apesar da vontade, seria apenas em 1962, com 44 anos, que Khitruk se passaria a chamar «autor» de animação. Na retrospectiva ontem exibida, foi possível assistir ao seu primeiro filme, Story of a crime, também o primeiro a correr na tela do teatro na noite de inauguração. Esta curta fita sobre um homem acusado de assassinato marcou o panorama russo dos anos 60 por ultrapassar a censura com o seu aspecto estilizado e a sua temática pouco infantil.


A inscrição «fim» abriu caminho para Man in the frame, talvez o mais contido dos quatro que ontem foram revistos no Monstra. Ainda sobrou tempo para o burlesco Film, film, film que, tal como o nome indica, retrata satiricamente o processo de realização de um filme e para Winnie the Pooh, nos primórdios da adaptação, bem antes do urso amarelo e composto que nos habituámos a ver.

O serão fechou com o espectáculo de dança Les Pastis mas as movimentações no Maria Matos e nos Cinemas King, espaços escolhidos para acolher o festival, prometem continuar até ao próximo Domingo.”

Aproveito para dizer que não me esqueci do Acabo de Ver, só não tive acesso aos recursos técnicos necessários ontem à noite. Peço-vos desculpas e prometo a actualização mais logo.

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