O Elite está a mudar de casa

Setembro 26, 2007 às 9:52 pm | Publicado em Blog | 3 comentários

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Este vosso humilde estaminé decidiu passar-se para o lado dos blogs do SAPO. O facto de, há uns meses, ter passado a ser o meu querido local de trabalho é uma influência mas não é de todo a razão principal que me leva a tomar esta decisão.

O WordPress tem sido um bom amigo mas tem um defeito que me faz um certo comichão. Só aceita embeddeds das fontes de vídeo e áudio que lhe agradam. Como tal, e porque quero ser dona e senhora quando chega ao momento de dizer “eu quero um vídeo do youtube” ou “eu quero um vídeo do SAPO vídeos”, importei hoje o Elite Criativa para os blogs do SAPO.

A casa ainda está muito desarrumada e nada apresentável e, por essa razão, continuarei por aqui enquanto o look não estiver como eu pretendo. Assim que fizer as mudanças finais comunicarei.

De regresso do Sul…e dos Açores/Canadá

Julho 29, 2007 às 3:42 pm | Publicado em Blog, Em reportagem, SAPO | Deixe um comentário

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Como já notaram pelos dois posts anteriores, regressei de terras algarvias.

Na bagagem trouxe uma dose de calor daquelas, sem direito a piscina ou praia por escassez de tempo, mas também uma experiência bastante enriquecedora daquelas do tipo “afinal-consigo-mesmo-fazer-tanta-coisa-ao-mesmo-tempo”.

A verdade é que o concerto da senhora me surpreendeu pela positiva. Como já tinha dito, não a aprecio muito mas, a meio do espectáculo, dei por mim a dançar (não com muito vigor, visto que às costas tinha cerca de 3545 malas e nas mãos 2 aparelhos de recolha de imagem) e a pensar “afinal a moça põe o público a velocidade de cruzeiro”. Goste-se ou não da música, ela oferece, indiscutivelmente, um bom espectáculo: eclético e acelerado no ritmo certo. Gostei de a ouvir cantar o Heart of Glass.

Em jeito de auto-promoção, deixo-vos a reportagem final. Nelly Furtado, a miúda de riso pouco tolerável que quer aparentar ser uma femme fatale.

Em matéria de concertos…

Julho 26, 2007 às 5:25 pm | Publicado em Blog, Cinema, Música | Deixe um comentário

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Ontem foi noite de Coliseu. Aimee Mann, voz dócil mas poderosa veio pela primeira vez a Portugal e mostrou-se satisfeita.

O recinto estava a meio gás, longe de esgotar, mas isso também aumentou a experiência que se queria intimista. Uma boa actuação com passagem obrigatória por temas de Magnolia que deixou a cantora, pelo menos aparentemente, com uma séria vontade de cá voltar.

Aqui há duas semanas tinha visto Nouvelle Vague na Casa da Pesca em Oeiras e, por isso, aproveito esta ocasião para vos dizer o quão divino foi o concerto. Deixo-vos um textinho que já tinha escrito sobre a dita noite.

Um lago como cenário. Um painel de azulejos como fundo. No palco, os Nouvelle Vague no seu estilo francês nostálgico-modernista levaram o público numa viagem por canções que a memória não apaga, mas que eles fizeram renascer.

Subiram ao palco de copo na mão, não o rockeiro copo de plástico com cerveja mas o mais requintado copo de vinho. São também eles requintados, delicados e, em alguns momentos, tresloucados. Os Nouvelle Vague actuaram na Casa da Pesca em Oeiras no âmbito do festival que se auto-intitula o «mais cool do Verão» (formalmente, o Cool Jazz Fest) e não desiludiram.

Em pouco menos de duas horas passaram pelos maiores êxitos, que já foram de outros mas de que eles se apoderaram e fizeram questão de reinventar, dando-lhes um novo fôlego. A assegurar a primeira parte tinha estado a estreante Patrícia Vasconcelos, num espectáculo muito cénico mas em que se notou ainda alguma insegurança. Em frente ao palco, o pai «babado» António-Pedro Vasconcelos assistiu atento aos passos da filha fazendo com que só os mais observadores dessem pela sua presença.

A atracção principal chegou por volta das onze da noite, pé ante pé, e pouco a pouco foi impondo a sua imagem bem formada. Os Nouvelle Vague mostraram-se espantados com o recinto cheio («Vocês são tantos!») mas não se deixaram intimidar, cumprindo a função com uma execução dificilmente criticável.

A banda francesa foi inicialmente formada por Marc Collin e Olivier Libaux e decidiu trabalhar sob um conceito bastante apelativo. Nos seus álbuns apenas encontramos covers de músicas dos anos 80, na sua maioria punk e new wave. Contudo, que não se espere uma versão colada à original. São reinvenções com um jeito de bossa nova que fazem renascer para um público mais abrangente muitos dos hinos da década mais rock de todas.

Ontem, sob um cenário romântico em Oeiras, a voz melancólico-doce de Melanie Pain abriu calmamente o concerto com Killing Moon (originalmente criada pelos Echo and the Bunnymen) e progressivamente foi ficando mais atrevida e menos racionalizada. Já chegamos a essa história…

A seu lado tinha Gérald Toto, um verdadeiro entertainer, talvez demasiado seguro de si mesmo, mas que ninguém pode acusar de não animar o público. Os dois foram alternando entre ritmos mais sensuais e, digamos que, politicamente correctos como Love will tear us apart, original dos Joy Division, e uma versão doce de Heart of Glass, celebrizada pelo ícone Debbie Harry, que ali foi entoada por todos os presentes. Para além das passagens menos acesas, mas não menos quentes, houve também espaço para aumentar a velocidade e quebrar regras com algumas frases picantes q.b. por parte da vocalista. Antes disso, vamos a uma pequena descrição.

Os Nouvelle Vague são uma mistura de influências bastante reconhecíveis. Melanie é uma espécie de Beth Gibbons (senhora dos Portishead) em cruzamento com Lou Rhodes (dos Lamb). Gérald é, ele próprio, uma mistura entre um Ben Harper em fase «adoro-exibir-os-meus-solos» e um Maxwell de voz efeminada que, embora nos faça reconhecer a vertente exibicionista, nos faz também render de forma ingénua e absoluta. Foi toda esta mistura entre saudosismo e modernismo de toque bem europeu que cativou a massa e que tornou o concerto de ontem numa noite claramente positiva.

É certo que quase todos os que ali estiveram eram fãs, ou porque conheciam as canções originais, ou porque conheciam as versões da banda em palco. Foi esse factor que possibilitou uns quantos coros de volume bem elevado e foi também ele que trouxe de volta à cena (por três vezes) uns Nouvelle Vague com muita dificuldade em abandonar a exibição e encerrar a noite.

Não houve quem se importasse com o «esta é mesmo a última, última, última» fingido de Melanie. Bastaram dois minutos para voltar para o «último último último» encore da noite fechado de forma poderosa com «Too drunk too f***» . A música que foi criada pelos Dead Kennedys já tinha sido tocada uma vez mas, a recepção tinha sido tal, com direito a perguntas atrevidas («Are you too drunk too f***?») e a gritos colectivos da palavra proibida, que os Nouvelle Vague decidiram interromper «I just can’t get enough» a meio e fechar com uma repetição.

Mesmo que banda e público não estivessem demasiado ébrios, o estado final não era o de sobriedade. Ali junto àquele lago de inspiração romântica não houve quem não tivesse ficado um bocadinho «tocado», mesmo que a causa não tenha tido qualquer relação com o álcool.

* Não esquecer que as fotos foram tiradas pela minha colega de trabalho, Vera Moutinho.

Mais uma nota de rodapé: Amanhã sigo para Sul, rumo a outro concerto que, não está de todo na minha lista de escolha musicais mas vai, quase de certeza, dar em episódio inesquecível. É desta senhora.

O grande senhor que é David Fonseca

Julho 16, 2007 às 6:42 pm | Publicado em Blog, Pessoas | 1 Comentário

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Sinto o dever e tenho a honra de deixar aqui o primeiro webisódio e o novo videoclip do David Fonseca. Já todos sabemos que ele tem talento para a música mas aqui ele prova que é muito mais do que um músico. Ele é um criativo em crescimento com um talento daqueles que precisam de se cuidar e elogiar por cá. Aposto nele para realizar uma longa-metragem. Que tal, David?

Espreitem estas jóias.

O brilhante webisódio

O fantástico vídeo

Esta é que eu não sabia…

Julho 8, 2007 às 8:43 pm | Publicado em Blog, Cinema | 1 Comentário

Vivia eu na ignorância…É que não sabia mesmo…Mas é que nem sequer imaginava…

Não é assim tão surpreendente mas fez-me confusão não saber que uma actriz que tanto prezo, afinal também canta. É que descobri há uns dias e fiquei boquiaberta. Este post anota apenas a auto-indignação da sua autora.

Senhoras e senhores, Toni Collette & The Finish.

Acabo de Ver…

Julho 3, 2007 às 7:07 pm | Publicado em Blog, Cinema | Deixe um comentário

O Acabo de Ver decidiu tirar uma semana de férias (ou a sua dona assim o designou). Isto porque o próprio Adobe Audition também decidiu tirar férias ou, se quiserem, chatear a dona deste estaminé.

Ficamos assim a perder a conversa sobre A Rapariga Morta. De qualquer forma estão aqui as impressões escritas sobre o filme.

Desde que os meus amigos softwares de edição assim o ditem, tudo voltará ao normal com a estreia de Transformers. Até lá, continuem a fazer parte desta Elite Criativa e das suas invenções.

Porque o tempo escasseia e as ideias crescem…

Junho 25, 2007 às 10:47 pm | Publicado em Blog, Cinema | Deixe um comentário

Como já devem ter notado, é pouco o tempo para actualizar a página de nome Calendário que estava ali no nível superior. Por essa razão, mas também porque calendário de estreias existe em quase todo o lado, decidi fazer um upgrade no Elite.

A página Calendário foi substituída por uma tab com a designação Cine-Encontros. A ideia é que, todas as semanas, eu deixe anotado, se quiserem sugerido, um acontecimento ligado às andanças da sétima arte.

Espreitem o desta semana. Na próxima há mais.

A que se deveu a ausência…

Junho 25, 2007 às 7:25 pm | Publicado em Blog | Comentários Desativados em A que se deveu a ausência…

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A culpa é do S. João. Na Sexta-feira rumei até ao Porto e só ontem bem à noite regressei. Por essa razão, não pude pôr as minhas mãozinhas neste belo estaminé.

Agora estou de volta, em força.

Gato Fedorento: a obrigatoriedade de publicação no Elite

Junho 11, 2007 às 4:00 pm | Publicado em Blog, Televisão | Deixe um comentário

Sei que a peça de arte que a seguir vos trago sai um pouco da linha editorial do Elite mas senti-me na obrigação de contribuir para a divulgação deste momento digno de um altar.

O episódio é retirado da Gala dos Tesourinhos Deprimentes dos Gato Fedorento e é tão simplesmente o melhor tesourinho de sempre. Aqui fica.

A presença obriga(da)tória

Junho 8, 2007 às 7:45 pm | Publicado em Blog, Cinema, Pessoas | Deixe um comentário

Ontem tive o prazer de partilhar o mesmo recinto que o grandioso Robert De Niro. Claro que quase senti um fio de baba a escorrer pelo queixo mas recompus-me rapidamente de forma a manter a postura mais profissional possível. Não foi difícil porque ele também não fez questão em fascinar.

Sei que ele é assim, discreto e sem grandes festas para com os jornalistas. Ele não foi indelicado, desenganem-se, mas lá que podia ter respondido com um bocadinho mais de vontade, podia.

As perguntas também não foram as melhores, verdade. Confesso que saí de lá com pena de não ter ouvido algo interessante da boca dele. Admito também que não é por isso que, da próxima vez que o encontrar (caso isso aconteça), os meus olhinhos vão continuar a idolatrá-lo.

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