A animação renascida

Maio 11, 2007 às 4:38 pm | Publicado em Animação, Cinema, Estreias | 4 comentários

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Este é um perfeito exemplo da fuga à ideia pré-concebida de que a animação tem de ter um lado infantil. Não tem.

Renascimento é uma co-produção entre França, Reino Unido e Luxemburgo (os três lutaram financeiramente para a terminar) que demorou uma mão cheia de anos para ser concluída. Apesar disso, agora, chega até nós naquilo que se revela uma experiência formalmente muito interessante (repito, formalmente).

A animação a preto e branco retrata uma Paris a cinquenta anos daqui, vigiada e tecnologicamente muito avançada (a fazer lembrar os cenários de Minority Report). Quando uma jovem cientista é raptada, um detective é enviado no seu ancalço para, contudo, descobrir, que o motivo do rapto envolve ideias susceptíveis de mudar para sempre a humanidade e, consequentemente, interesses para as deter.

Todo o filme é revestido a um estilo noir muito poético, simultaneamente futurista e que lembra várias novelas gráficas em papel. Nesse sentido, de peça que apenas usa o negro e branco, com imagens baseadas em filmagens reais e um trabalho de iluminação surpreendente, Renascimento tem direito a vénia.

Se formos até ao campo do argumento, já não há muito para elogiar. A premissa é mais do que usada: um mundo futurista onde uma grande descoberta põe em marcha acontecimentos criminosos.

Os diálogos parecem ficar muito presos a uma falta de realismo que talvez se deva ao facto de os envolvidos não terem esquecido que faziam uma fita em formato de desenho animado. Mesmo os trabalhos de voz da maioria dos actores (com excepção para o Karas de Daniel Craig) são exagerados e até cartoonescos.

Este filme de Christian Volckman é uma experiência a ser observada sem, no entanto, se depositar muita fé na história. O aconselhável é vê-lo como pura obra de imagem, contada pela imagem e dependente apenas dela para se manter.

Na Segunda-feira tem direito a Acabo de Ver. Por agora, espreitem o trailer.

Ah, grande Disney!

Fevereiro 17, 2007 às 10:46 am | Publicado em Animação, Cinema | 1 Comentário

Fartos do barulho dos roedores de pipocas inveterados? Arreliam-se quando alguém na fila atrás faz perguntas idiotas como “como é que isto se chama?” e “falta muito para acabar?”…

O mais provável é que este vídeo não resolva o problema mas pode ser que, pelo menos, os malfadados desrespeitosos pensem nisso (nem que seja por um segundo). Deu-me um gostinho especial ver isto. Eu que quase subo às paredes com os barulhinhos persistentes na sala de cinema e com a total despreocupação pelos demais presentes que muitas criaturas lá presentes demonstram (embora já tenha aprendido a tornar-me mais zen).

Ontem foi a primeira vez que o vi (dobrado em português mas sem perder qualidade). Espero que tenha sido a primeira de muitas.

Aproveito ainda para vos dizer que estes sapinhos fazem parte do novo filme da Disney, Meet the Robinsons.

Culpa minha. Faltava este: The Simpsons Movie

Fevereiro 11, 2007 às 9:36 am | Publicado em Animação, Cinema | 2 comentários

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Depois de tantos anos a ouvir o arreliado Bart a dizer “Ai Caramba”, a assistir ao carinho que Homer tem por uma lata de cerveja e a ver a pequenota Maggie de chucha para trás e para a frente…vou ver isso tudo outra vez e em dose alargada.

Já era tempo de alguém pegar numa das séries mais populares dos nossos tempos e levá-la até ao grande ecrã. Os Simpsons conseguem uma proeza estraordinária: têm público que começa nos 6 e termina nos 90. Os pequenos acham graça sem perceberem a ironia e a crítica subjacentes e os adultos apegam-se às piadas que, afinal, são tão inteligentes como o humor mais britânico, tal é o fundo de um sarcasmo a roçar os picos do socialmente aceitável. Nas vozes, alguns génios como Hank Azaria (que faz literalmente de tudo) e Nancy Cartwright.

Não sei se o filme chega para suprir os 53546 episódios que foram acompanhando as modas, as pessoas e as mudanças do país. De uma coisa tenho a certeza: vai fazer rir como esses 53546 episódios fizeram. Só que durante um bocadinho mais prolongado. Chega lá para o Verão.

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