Transformers: O saudosismo versus os heróis de liceu

Julho 5, 2007 às 10:20 pm | Publicado em Cinema, Estreias | 7 comentários

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Para quem quer rever os carros feitos robots ou os robots feitos carros, Transformers é recomendável.

Para quem quer ver um filme de Verão com diálogos pouco sumarentos e que não primam pela originalidade mas que, proporcionalmente, pouco esforço de raciocínio exigem, Transformers é recomendável.

Para quem não gosta de Michael Bay mas, ainda assim, consegue não passar o resto do dia em sofrimento depois da acção incessante que descura sempre a representação de uma base narrativa, Transformers é recomendável.

Retomemos.

Nesta versão cinematográfica e de carne e osso de Transformers, os robots estão, de facto, feitos à imagem do que nos habituámos a ver em versão animada. Estão lá as figuras centrais, estão lá as frases chave (“Autobots, roll on!” e “I am Megatron!”) e está lá toda a envolvência que trespassada dos desenhos animados em nada fica inferior.

Por outro lado, na parte”humana” do argumento a coisa já fica mais aquém. Como sempre Michael Bay consegue safar-se nas explosões, nos saltos, nos estardalhaços mas no resto…bom…é Michael Bay.

De notar a extraordinária interpretação do jovem Shia LaBeouf que é muito maior do que o restante elenco de carne e osso. Sempre com o timing certo e a expressão adequada.

Claro que Transformers é entretenimento à americana na sua acepção mais dura. Há cenas incessantes de acção que podem cansar alguns. Há cenas totalmente heróico-românticas que chateiam até à última casa.  Mas é assim o estilo e faz parte desta season quentinha. Convenhamos que, de vez em quando, sabe bem.

O que vos garanto é que, os fãs dos desenhos animados não se vão desiludir porque se há algo de que não se pode acusar a equipa é de ter feito uma má adaptação.

…e é delicioso ouvir “My name is Optimus Prime”.

Nota: Para contrariar todos aqueles que insistem em publicar a foto da Megan Fox junto ao capot do carro, a foto escolhida foi a do jeitoso do filme. Representar não é o forte dele mas lá que tem presença, tem.

Em breve, se o software estiver de feição, um Acabo de Ver.

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7 comentários »

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  1. E pronto, ja nos fav para voltar cá mais vezes 😉

  2. fui vê-lo hj e adorei. podem dizer o q quiserem, mas não existe um momento ‘dull’ no filme! recomendavel a qualquer um!

  3. Lá isso é verdade, Mauro. Tédio é coisa que não se verifica por ali.

    Cumprimentos 🙂

  4. “…e é delicioso ouvir “My name is Optimus Prime”.”

    Principalmente por ser a mesma voz da série dos anos 80, gostei muito desse pormenor.
    Ver se consigo ver o filme para a semana.

  5. Isto é que é uma critica em forma de teaser. Ainda não vi o filme Inês mas, estas linhas aqui no Elite, abrem, e muito, o apetite.

  6. Atenção que é preciso dar atenção às críticas que também faço nestas linhas. Transformers vale pela nostalgia, pela recriação robótica e pelo jovem Shia LaBeouf.
    Nas restantes partes, tal como digo ali para cima, há defeitos que não passam nada despercebidos.

    Cumprimentos, Alvy 🙂

  7. “…há defeitos que não passam nada despercebidos” Se há…
    http://frequenciajovem.blogspot.com


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