A falha era grande mas estou prestes a redimir-me

Julho 31, 2007 às 3:09 pm | Publicado em Cinema, DVD's | Deixe um comentário

Trouxe ontem esta beleza para o meu humilde templo de DVDs.

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Talvez seja a minha maior falha no ano que corre. Sim, ainda não vi Little Children. A caixa já cá canta e a falha será corrigida rapidamente. Voltarei com opinião.

1918-2007

Julho 30, 2007 às 7:04 pm | Publicado em Cinema, Notícias, Pessoas | 1 Comentário

Uma página da história. Alguns pedaços aqui.

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De regresso do Sul…e dos Açores/Canadá

Julho 29, 2007 às 3:42 pm | Publicado em Blog, Em reportagem, SAPO | Deixe um comentário

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Como já notaram pelos dois posts anteriores, regressei de terras algarvias.

Na bagagem trouxe uma dose de calor daquelas, sem direito a piscina ou praia por escassez de tempo, mas também uma experiência bastante enriquecedora daquelas do tipo “afinal-consigo-mesmo-fazer-tanta-coisa-ao-mesmo-tempo”.

A verdade é que o concerto da senhora me surpreendeu pela positiva. Como já tinha dito, não a aprecio muito mas, a meio do espectáculo, dei por mim a dançar (não com muito vigor, visto que às costas tinha cerca de 3545 malas e nas mãos 2 aparelhos de recolha de imagem) e a pensar “afinal a moça põe o público a velocidade de cruzeiro”. Goste-se ou não da música, ela oferece, indiscutivelmente, um bom espectáculo: eclético e acelerado no ritmo certo. Gostei de a ouvir cantar o Heart of Glass.

Em jeito de auto-promoção, deixo-vos a reportagem final. Nelly Furtado, a miúda de riso pouco tolerável que quer aparentar ser uma femme fatale.

Uma sugestão cinematográfica para estes dias de calor

Julho 29, 2007 às 3:27 pm | Publicado em Cinema, Notícias | Deixe um comentário

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Para todos vocês, gnus, que se encontram nesse estado de graça a que habitualmente se chama de “férias” ou, mesmo que esse não seja o caso, para todos os que têm as noites livres, sinto-me na obrigação de vos deixar uma sugestão.

Começou ontem, com a exibição de Piratas das Caraíbas: Nos Confins do Mundo, a Festa do cinema do INATEL. Curiosamente, as sessões acontecem no estádio do INATEL, ao ar livre (o que deita por água abaixo todas as desculpas do Verão para não ir ao cinema) e põem em prática uma ideia que me parece ter muito potencial. Todas as noites, antes da e durante a exibição do filme, há um jantar temático dedicado ao filme daquele dia. Os pratos têm sempre relação com o filme e a organização promete surpresas ao longo da refeição.

Podem passar por lá até dia 11 de Agosto. Podem consultar aqui o programa completo. Ainda vos deixarei cá esta semana uma reportagem em vídeo sobre o tema.

Comic-Con: A foto

Julho 29, 2007 às 3:09 pm | Publicado em Cinema, Notícias, Publicações | Deixe um comentário

Por estes dias acontece em San Diego a reunião de fãs de BD/graphic novels mais reconhecida em todo o mundo. A Comic-Con é já muito mais do que a sua definição. Tornou-se um local de promoção de filmes, de busca de ideias e de celebração de várias artes.

Não vos venho aqui falar sobre o encontro. Teria de já lá ter estado para emitir algum parecer. Venho apenas deixar-vos uma foto tirada por Sandy Huffaker, do NY Times. Dispensa descrições. Todos conhecem a figura. Muito bem sacada, Sr. Huffaker!

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Se quiserem espreitar a galeria de fotos completa, com direito a Zack Snyder, cliquem aqui.

Em matéria de concertos…

Julho 26, 2007 às 5:25 pm | Publicado em Blog, Cinema, Música | Deixe um comentário

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Ontem foi noite de Coliseu. Aimee Mann, voz dócil mas poderosa veio pela primeira vez a Portugal e mostrou-se satisfeita.

O recinto estava a meio gás, longe de esgotar, mas isso também aumentou a experiência que se queria intimista. Uma boa actuação com passagem obrigatória por temas de Magnolia que deixou a cantora, pelo menos aparentemente, com uma séria vontade de cá voltar.

Aqui há duas semanas tinha visto Nouvelle Vague na Casa da Pesca em Oeiras e, por isso, aproveito esta ocasião para vos dizer o quão divino foi o concerto. Deixo-vos um textinho que já tinha escrito sobre a dita noite.

Um lago como cenário. Um painel de azulejos como fundo. No palco, os Nouvelle Vague no seu estilo francês nostálgico-modernista levaram o público numa viagem por canções que a memória não apaga, mas que eles fizeram renascer.

Subiram ao palco de copo na mão, não o rockeiro copo de plástico com cerveja mas o mais requintado copo de vinho. São também eles requintados, delicados e, em alguns momentos, tresloucados. Os Nouvelle Vague actuaram na Casa da Pesca em Oeiras no âmbito do festival que se auto-intitula o «mais cool do Verão» (formalmente, o Cool Jazz Fest) e não desiludiram.

Em pouco menos de duas horas passaram pelos maiores êxitos, que já foram de outros mas de que eles se apoderaram e fizeram questão de reinventar, dando-lhes um novo fôlego. A assegurar a primeira parte tinha estado a estreante Patrícia Vasconcelos, num espectáculo muito cénico mas em que se notou ainda alguma insegurança. Em frente ao palco, o pai «babado» António-Pedro Vasconcelos assistiu atento aos passos da filha fazendo com que só os mais observadores dessem pela sua presença.

A atracção principal chegou por volta das onze da noite, pé ante pé, e pouco a pouco foi impondo a sua imagem bem formada. Os Nouvelle Vague mostraram-se espantados com o recinto cheio («Vocês são tantos!») mas não se deixaram intimidar, cumprindo a função com uma execução dificilmente criticável.

A banda francesa foi inicialmente formada por Marc Collin e Olivier Libaux e decidiu trabalhar sob um conceito bastante apelativo. Nos seus álbuns apenas encontramos covers de músicas dos anos 80, na sua maioria punk e new wave. Contudo, que não se espere uma versão colada à original. São reinvenções com um jeito de bossa nova que fazem renascer para um público mais abrangente muitos dos hinos da década mais rock de todas.

Ontem, sob um cenário romântico em Oeiras, a voz melancólico-doce de Melanie Pain abriu calmamente o concerto com Killing Moon (originalmente criada pelos Echo and the Bunnymen) e progressivamente foi ficando mais atrevida e menos racionalizada. Já chegamos a essa história…

A seu lado tinha Gérald Toto, um verdadeiro entertainer, talvez demasiado seguro de si mesmo, mas que ninguém pode acusar de não animar o público. Os dois foram alternando entre ritmos mais sensuais e, digamos que, politicamente correctos como Love will tear us apart, original dos Joy Division, e uma versão doce de Heart of Glass, celebrizada pelo ícone Debbie Harry, que ali foi entoada por todos os presentes. Para além das passagens menos acesas, mas não menos quentes, houve também espaço para aumentar a velocidade e quebrar regras com algumas frases picantes q.b. por parte da vocalista. Antes disso, vamos a uma pequena descrição.

Os Nouvelle Vague são uma mistura de influências bastante reconhecíveis. Melanie é uma espécie de Beth Gibbons (senhora dos Portishead) em cruzamento com Lou Rhodes (dos Lamb). Gérald é, ele próprio, uma mistura entre um Ben Harper em fase «adoro-exibir-os-meus-solos» e um Maxwell de voz efeminada que, embora nos faça reconhecer a vertente exibicionista, nos faz também render de forma ingénua e absoluta. Foi toda esta mistura entre saudosismo e modernismo de toque bem europeu que cativou a massa e que tornou o concerto de ontem numa noite claramente positiva.

É certo que quase todos os que ali estiveram eram fãs, ou porque conheciam as canções originais, ou porque conheciam as versões da banda em palco. Foi esse factor que possibilitou uns quantos coros de volume bem elevado e foi também ele que trouxe de volta à cena (por três vezes) uns Nouvelle Vague com muita dificuldade em abandonar a exibição e encerrar a noite.

Não houve quem se importasse com o «esta é mesmo a última, última, última» fingido de Melanie. Bastaram dois minutos para voltar para o «último último último» encore da noite fechado de forma poderosa com «Too drunk too f***» . A música que foi criada pelos Dead Kennedys já tinha sido tocada uma vez mas, a recepção tinha sido tal, com direito a perguntas atrevidas («Are you too drunk too f***?») e a gritos colectivos da palavra proibida, que os Nouvelle Vague decidiram interromper «I just can’t get enough» a meio e fechar com uma repetição.

Mesmo que banda e público não estivessem demasiado ébrios, o estado final não era o de sobriedade. Ali junto àquele lago de inspiração romântica não houve quem não tivesse ficado um bocadinho «tocado», mesmo que a causa não tenha tido qualquer relação com o álcool.

* Não esquecer que as fotos foram tiradas pela minha colega de trabalho, Vera Moutinho.

Mais uma nota de rodapé: Amanhã sigo para Sul, rumo a outro concerto que, não está de todo na minha lista de escolha musicais mas vai, quase de certeza, dar em episódio inesquecível. É desta senhora.

The Simpsons Movie: Um grande episódio, Homer, Maggie e o flipbook

Julho 26, 2007 às 5:10 pm | Publicado em Cinema, Estreias | Deixe um comentário

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Com tanto que se tem falado e com tanta campanha superior que se tem feito ao filme da família amarela, as minhas expectativas subiram a uma altura dificilmente alcançável por qualquer pessoa medianamente baixa.

The Simpsons Movie é, primeiro que tudo, um episódio grande da série que nos acompanha há tantos anos. Não digo isto atribuindo ao juízo uma conotação negativa porque acho que era isso mesmo que se pretendia. Qualquer outra tentativa teria desvirtuado o imaginário que não há quem não conheça.

De facto, os personagens estão como sempre. Criticam que nem malandros, disparatam como ninguém e proporcionam-nos contínuos momentos de riso. Sem dúvida.

Vi o filme há dois dias e ainda ando a cantarolar “spider-pig, spider-pig, does whatever a spider-pig does”. Eficaz, portanto.

Apesar de tudo, acho que Bart está mais doce e menos destacado do que devia e Homer tem um protagonismo talvez maior do que se desejaria. É apenas isso o que há a apontar.

A animação continua semelhante, com o propositado ar castiço e as irregularidades intencionais.

É difícil (diria que é impossível) que o filme dos Simpsons diga tudo o que a série demorou 18 anos a conquistar. No entanto, Matt Groening conseguiu manter a linha e foi fiel à história e aos personagens que construiu ao longo dos anos com visível gozo.

Não posso deixar de dizer que, enquanto escrevo este post, olho obsessivamente para um pequeno flipbook com duas cenas do filme. O pequeno objecto faz-me sentir de novo uma criança.

Deixo-vos com este simpático vídeo sobre a estreia do filme numa das Springfields americanas.

Nota de rodapé: Um conselho de amiga. Pela vossa saúdinha, não se levantem até ao final dos créditos. A incrível Maggie vai ser a estrela de um momento memorável.

Bug: Uma infestação de insectos aborrecidos

Julho 26, 2007 às 4:48 pm | Publicado em Cinema, Estreias | Deixe um comentário

Para além da estreia de peso desta semana, deixo-vos algumas notas sobre Bug, o filme do realizador septuagenário de O Exorcista.

“Bug é a história de uma existência esquizofrénica, um sufoco encarnado por insectos de todos os tipos e com personalidade própria. Os que vão guiados pelo nome do realizador (William Friedkin, que dirigiu O Exorcista) ou pelo aspecto minimamente aterrorizante do trailer, fiquem esclarecidos. Bug é um thriller psicológico sobre fragilidade e demência, não é um filme de terror dos que fazem dar saltos na cadeira. Insectos, paranóia e uma história claustrofóbica que, para muitos, pode ser mais aterrorizante do que qualquer filme de terror.

Agnes White (Ashley Judd) é uma mulher solitária de sotaque sulista que vive aterrorizada pelo ex-marido com tendências abusivas recém libertado da prisão. Quando dá de caras com um possível aconchego não hesita em se entregar. Talvez depressa de mais, antes de conhecer os insectos.

O homem, Peter Evans (Michael Shannon), entra timidamente na sua casa, apresentado por uma amiga, e rapidamente (em demasia para o ritmo que seria o realista) conquista a confiança de Agnes. É a carência da personagem principal e a sua insegurança que a levam a apaixonar-se e confiar, mesmo sem grande segurança naquele homem que insiste em não revelar o seu passado. Até ao dia em que começam a aparecer os insectos…

Pragas, infestações, obsessões pelos pequenos bicharocos. De tal modo que a existência do casal passa a centrar-se naquele medo ou repulsa. Os actores fazem o que lhes é pedido e não desiludem. A reflexão subjacente ao argumento (a dos limites do real) é um tema interessante mas a forma circular e claustrofóbica como o filme funciona parece não convencer. O que não está à altura é este rapidíssimo crescente da paranóia de um veterano de guerra que, no seu exagero e na sua velocidade, acaba por se apresentar pouco credível. Nem as boas representações conseguem fazer algo quanto a isso.

Ashley Judd, está de volta num papel bastante diferente do habitual, de ar gasto, usado e com alguns momentos de sofrimento bem retratados. A mulher que sofre abusos do marido encontra aqui uma forma de combate para além do auto-convencimento e das linhas telefónicas de apoio: um novo parceiro para a proteger. Michael Shannon, o parceiro, embarca numa viagem alucinogénica, transfigurada e muito pouco acolhedora, fruto de um trabalho muito físico.

Bug não é nem um filme de terror, nem um filme de suspense. Quer ser uma reflexão sobre os limites da confiança e as fronteiras entre o real e o surrealista. No entanto, deixa descobrir tudo quase ao primeiro relance e sufoca-nos à medida que os insectos vão aumentando.

Talvez a intenção tenha sido essa: pintar uma fixação que, em última análise, é completamente destrutiva mas a verdade é que nenhum espectador tolera tanto tempo de uma micronarrativa que não consegue crescer para além de um retrato fechado em si mesmo, circular e perturbador.

É uma tarefa árdua descrever Bug. A sua definição não é estanque e pouco se pode revelar para que não se estraguem surpresas que já por si são pouco surpreendentes. O que se pode dizer é que Bug não é um filme sobre insectos mas, em certas alturas, temos vontade de o exterminar. Para o verem, tentem centrar-se na reflexão que dali se pode retirar já que é, sem dúvida, o mais sumarento que a fita tem.”

Textinho escrito pela menina para o sítio do costume.

Tim Kring: Para quem tem saudades de Heroes

Julho 23, 2007 às 8:07 pm | Publicado em Pessoas, Séries, Televisão | 1 Comentário

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O autor e realizador de Heroes, de que já falei aqui uma mão cheia de vezes, deu uma entrevista ao SuperHeroHype onde falou da experiência na série e revelou algumas coisas sobre a temporada que aí vem.

Se bem se lembram, o Volume II apresentou-se como Generations e Kring explicou porquê. Na primeira temporada conhecemos várias personagens que descobriram os seus poderes e tiveram de aprender a lidar com isso mas, no entanto, foram também surgindo na acção algumas figuras que já conviviam com as suas características extraordinaires há bastante tempo.

A segunda temporada promete trazer de volta aqueles com quem já criámos uma ligação (como o fabuloso Hiro Nakamura),desta feita, vestindo a pele de pessoas extraordinárias a tentarem misturar-se com a multidão. Contudo, voltam também muitos dos personagens mais vividos e com eles o seu percurso anterior e as pontas soltas que por ali deixaram.

Por fim, e como já tinha sido prometido, vamos ser apresentados a uns quantos novos personagens que, naturalmente, terão novos poderes.

Para espreitarem a entrevista completa cliquem aqui. Heroes recomeça no divino dia 24 de Setembro.

As melhores comédias

Julho 22, 2007 às 6:36 pm | Publicado em Cinema, Publicações | Deixe um comentário

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O The Guardian pediu aos leitores para escolherem a sua comédia preferida. Hoje, os resultados surgiram compilados numa lista com resultados previsíveis e outros que podem causar surpresa. Por cada filme há uma opinião de um leitor e de um crítico.

Em primeiro lugar, sem surpreender muito, Life of Brian dos Monty Python. Para dar uma vista de olhos na lista completa podem clicar aqui.

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