A vontade do público

Junho 10, 2007 às 6:34 pm | Publicado em Cinema | 2 comentários

Muito me tem apoquentado esta onda de terceiras partes com tendencialmente fracas. Geralmente vou curiosa, chego a ir expectante, para sair da sala de cinema com um sabor de que faltou ali qualquer coisa (ou então houve qualquer coisa a mais).

Sabemos que a saison dos blockbusters se caracteriza pela chuva de filmes ditos para “o público mainstream”. Mas quem é esse público, quais são os seus gostos e, mais, que peso tem ele na linha que Hollywood está a seguir.

No blog da revista Premiere, Alvy Singer pega num interessante artigo da Entertainment Weekly e analisa-o também de forma interessante tecendo algumas considerações que, não hesito em dizer, são muito prementes.

Se a fórmula para o sucesso implica descer a pique a qualidade das fitas, onde vai o cinema chegar e que tipo de filmes nos vão ser oferecidos?

Anúncios

2 comentários »

RSS feed for comments on this post. TrackBack URI

  1. acho interessante que a questão seja levantada. Também tenho essa preocupação, já pensei várias vezes nessa questão e, sinceramente, o que penso é que neste momento, apesar de tudo, mesmo o grande público começa a exigir um pouco mais, já não se contenta com um produto “qualquer”, começa a ter alguns padrões mínimos de qualidade…

  2. Não quero ser chato mas acho tanto a sua análise, tanto a do comentário em cima redigido como contra-realidade.
    (Desde já afirmo o meu enorme ódio pelo pirates, spider e shrek que achei demasiado “pequenos” para sequelas das séries) A infeliz realidade é que é mesmo o que tem saído que o povo gosta, basta ver as constantes quebras de record de cada uma das 3 últimas sequelas. As pessoas vêm um filme mau, que está criticado como mau, mas como não as faz pensar muito e vão pelo caminho de pedrinhas das ovelhas, vêm-no tantas vezes que leva os lucros até somas medonhas…
    A realidade é que o grande público não quer mais (nós os portugueses não nos podemos por à frente da vista internacional de filmes, até porque somos exímios a confirmar – basta ver o boxoffice português – o que acontece no resto do mundo) e os estúdios não nos dão mais para a cabeça, dão-nos mais para os olhos, para os taparem e esvaziarem as carteiras.
    E é isso que o zé-povinho gosta, de seguir os outros, não de ver filmes de qualidade que só vendem 10mil bilhetes, ou que têm críticas fenomenais e que depois só saiem em dvd.
    O cinema, como sempre foi é uma indústria megalomaníaca e como a cultura das massas nos ensinou, vai muito brevemente passar a filmes-Ikea, filmes-MacDonald’s, por mais que se o queira mudar, não há muito a fazer, é tentar remar um bocado contra a maré e não se afundar no processo!


Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

Site no WordPress.com.
Entries e comentários feeds.

%d bloggers like this: