Mo(n)stra de Animação

Maio 22, 2007 às 2:22 pm | Publicado em Cinema, Festivais, Notícias | Deixe um comentário

Começou ontem o Festival de Animação de Lisboa, a Monstra, e eu estive por lá. Deixo-vos o que escrevi hoje sobre o evento…

O corpo e o vídeo. A animação russa em retrospectiva. Uma sala cheia. Foram estes os pontos altos da abertura do Festival de Cinema de Animação de Lisboa, o Monstra, ontem à noite, no Teatro Maria Matos. O acontecimento que se define como «um espaço de encontro e convergência do cinema de animação com outros media e com outras artes» abriu as portas para sete dias de exibições.

Às nove da noite, hora marcada para o início das festividades, ainda se fumavam cigarros à porta do Maria Matos e guardava-se lugar na fila para comprar bilhete ou trocar o convite por um bilhete genuíno. No entanto, tudo estava calmo. Nada de pressas para a mostra, ou melhor, para a Monstra.


Quando o auditório reservado para o certame que vai durar até ao próximo dia 27 finalmente se compôs e as luzes se apagaram, foi tempo de juntar o corpo ao vídeo e a voz aos efeitos no espectáculo .txt, um dos muitos que acompanham a exibição de filmes no evento. Durante vinte minutos um corpo dá ao movimento passos livres para seguir ou comandar as projecções visuais com expressões que vão correndo o palco de uma ponta à outra.
Movimentos sincronizados de um bailarino acompanhados pela voz do actor que, atrás de uma secretária fala dos conceitos mais abstractos como «conflito, simbiose e paradigma».


Era o aquecimento para a noite de animação que se avizinhava, no ecrã e fora dele. Os organizadores deram as boas vindas com um sonoro e vocalmente esforçado «a Monstra cresceu» e deram a partida para o que consideram ser «o deslumbramento» da animação.

O propósito da noite foi o de homenagear um dos mais influentes cineastas de animação russos, Fyodor Khitruk, senhor a quem Walt Disney fascinou durante os anos 30 e tendo causado nele o irreprímivel desejo de criar as suas próprias obras. Apesar da vontade, seria apenas em 1962, com 44 anos, que Khitruk se passaria a chamar «autor» de animação. Na retrospectiva ontem exibida, foi possível assistir ao seu primeiro filme, Story of a crime, também o primeiro a correr na tela do teatro na noite de inauguração. Esta curta fita sobre um homem acusado de assassinato marcou o panorama russo dos anos 60 por ultrapassar a censura com o seu aspecto estilizado e a sua temática pouco infantil.


A inscrição «fim» abriu caminho para Man in the frame, talvez o mais contido dos quatro que ontem foram revistos no Monstra. Ainda sobrou tempo para o burlesco Film, film, film que, tal como o nome indica, retrata satiricamente o processo de realização de um filme e para Winnie the Pooh, nos primórdios da adaptação, bem antes do urso amarelo e composto que nos habituámos a ver.

O serão fechou com o espectáculo de dança Les Pastis mas as movimentações no Maria Matos e nos Cinemas King, espaços escolhidos para acolher o festival, prometem continuar até ao próximo Domingo.”

Aproveito para dizer que não me esqueci do Acabo de Ver, só não tive acesso aos recursos técnicos necessários ontem à noite. Peço-vos desculpas e prometo a actualização mais logo.

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