Frank Miller: Uma base sólida para as receitas

Maio 2, 2007 às 10:27 am | Publicado em Cinema, Notícias, Pessoas | 2 comentários

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Depois de Sin City e 300, o caminho para as obras de Frank Miller começa a desenhar-se previsível. O que é bem sucedido repete-se e, neste caso, tantas adaptações distintas há para fazer que o saco de ideias é praticamente inesgotável.

Desta feita, a Warner Bros. comprou os direitos de uma das primeiras novelas gráficas de Miller, Ronin. No enredo sempre gore, um samurai do século XIII carrega consigo a vergonha de ter assistido impotente à morte do seu mestre pelas mãos de um demónio. Quando, séculos depois (na prática, em meados do nosso), a espada do mestre é descoberta em Nova Iorque trazendo com ela o samurai, o demónio, mutantes e bandidos que lutam pela sua posse.

Ronin é, desde há muito tempo, um dos maiores alvos de culto de Frank Miller e é considerada uma das suas melhores obras, guiando o leitor na clássica luta entre o bem e o mal.

Confesso que gosto desta moda de graphic novels adaptadas ao cinema, desde que feitas com o carinho e o investimento necessários. Gosto de sentir que estou no cinema mas que, em simultâneo, estou a ser conduzida pelos textos e pelas ilustrações de um livro. Aliás, acredito que a experiência de ver um filme baseado em BD deve ser atravessada com as duas faces da moeda sempre em mente.

A vantagem de Frank Miller é a de ter um portfolio suficientemente vasto e díspar para poder ser consecutivamente levado até ao grande ecrã sem cansar. Enquanto o público não pedir outro género, atrevo-me a dizer que Miller será uma sólida mina de ouro para a presente Hollywood.

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2 comentários »

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  1. Para dizer a verdade eu não conhecia o universo Frank Miller antes da estreia de Sin City. Fui ver o filme e fiquei absolutamente apaixonado. Depois de Sin City não voltei a interessar-me por Miller até 300. No maravilhoso mundo da internet encontrei algumas coisas de 300 e de Sin City. Isto para dizer que o mundo de Miller é realmente um filião de qualidade soberba. Eu acredito que se houver projectos como os que até aqui temos visto, poderão continuar sem cessar. Eu pelo menos não me irei cansar.

  2. Concordo, Luís.
    Desde que sob tutela do próprio Miller ou de outros que nutram especial carinho pela sua obra, não tentando transformá-la em apenas mais um blockbuster, tem tudo para ser bem sucedido.
    No entanto, confesso que temo que, nas mãos erradas, algum destes potenciais projectos se possam tornar apenas um propósito comercial sem qualquer ambição artística.
    Esperemos que tal não aconteça.

    Cumprimentos


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