Tabela de Maio – Cinema Notebook

Maio 31, 2007 às 11:30 pm | Publicado em Cinema, Estreias | 2 comentários

Aqui fica a tabela de estreias do Cinema Notebook, iniciativa louvável na qual orgulhosamente participo. Este mês, o realizador em destaque é um dos que me fazem sentir obrigada a fazer a devida vénia em sinal de respeito. Do brilhante David Fincher tenho de eleger, sem qualquer espaço para hesitações, Fight Club.

Em Junho há mais.

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Retomando a normalidade

Maio 31, 2007 às 10:09 pm | Publicado em Cinema, Notícias | 1 Comentário

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Cá estou eu de volta. O PC ainda não funciona a 100% porque teve de ser formatado e, por isso, ainda não tem de volta todo o software de que preciso para pôr o Elite a funcionar a todo o gás.

De qualquer forma, recapitulo os acontecimentos pendentes desde o último e fatídico dia em que me foi roubado o direito de aqui escrever.

Em Cannes foi um romeno a arrecadar a Palma de Ouro. Foram precisos 4 meses, 3 semanas e dois dias para que Cristian Mungiu levasse para casa o prémio máximo da Croisette. Para além disso, reforçou-se o crescente desapreço da instituição Cannes pelo cinema americano. Para lá, apenas Gus Van Sant regressou com recompensa pelo seu Paranoid Park com o prémio do júri alusivo aos 60 anos do festival.

Adiante. Daniel Craig já não está a bordo do projecto do realizador Fernando Meirelles para transpor Ensaio sobre a Cegueira para o grande ecrã.

Aqui mais perto, começa amanhã o Festróia (Festival Internacional de Cinema de Setúbal), este ano inteiramente dedicado ao seu fundador já falecido, Mário Ventura Henriques. Ainda continuando nas iniciativas, os alunos da Católica do Porto estão a produzir a primeira curta-metragem especialmente concebida para telemóvel.

Depois deste briefing ao jeito do The Guardian, termino com uma piscadela de olho a Ocean’s 13. Já o vi e posso dizer que me desiludiu. O mote é “vamos fazer mais uma vigarice porque sim e maçar o espectador com todos os pormenores montados de forma desconectada e despropositada”.

Espero então retomar o curso normal deste humilde estaminé. O fim-de-semana, como seria de esperar, terá direito a dois Acabo de Ver: o atrasado e o agendado.

O mundo conspira contra o Elite

Maio 29, 2007 às 9:55 am | Publicado em Blog | 3 comentários

Ontem dirigi-me a um hospital informático e disse a frase nunca antes ouvida pelos seus funcionários: “O meu PC está muito doente”.

É devido a esse estado lastimável em que se encontra o meu computador que a minha ausência se tem feito sentir por aqui. Escrevo-vos de um local externo com esperança de que entre hoje e amanhã receba de volta o meu mais que tudo e possa repor aqui o Acabo de Ver e os habituais posts.

Uma espreitadela na Guerra das Estrelas em versão animada

Maio 27, 2007 às 9:09 pm | Publicado em Séries, Televisão | Deixe um comentário

Depois da comemoração dos 30 anos da saga, foi revelado o primeiro trailer para a série de animação Star Wars: The Clone Wars.

Podem vê-lo aqui.

Já que estamos numa de animação e de Guerra das Estrelas, aproveito para referir que o primeiro episódio da quinta temporada de Family Guy (a estrear em Setembro) vai ser uma recriação do Episódio IV da obra de George Lucas.  Vão ser os habituais personagens de Family Guy a assumir os papéis de Luke Skywalker, Leia, R2D2 e C-3PO. O resultado só pode ser delicioso.

Ultimamente tenho insistido em Cannes e na Guerra das Estrelas, prometo que o flagelo vai terminar…

O que poderá acontecer esta noite?

Maio 27, 2007 às 7:23 pm | Publicado em Cinema, Festivais, Notícias | Deixe um comentário

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O que todos se perguntam hoje (ou pelo menos eu) é quem vai vencer a Palma de Ouro em Cannes.

Após alguma pesquisa, percebi que muitos são unânimes em atribuir favoritismos sendo que essa unanimidade atinge não um, mas três ou quatro eleitos.

O Libération, a Variety e o NY Times concordam em três apostas. Todos apontam Zodiac, de David Fincher, No country for old men, dos irmãos Coen e 4 Mois, 3 Semaines et 2 Jours, do romeno Cristian Mungiu como os potenciais vencedores do prémio mais cobiçado para os lados da Riviera francesa.

Também unânime é a opinião de que a selecção oficial deste ano é uma das melhores e mais eclécticas dos últimos tempos e que, por essa mesma razão, nunca se sabe que surpresas nos reserva o júri presidido pelo realizador britânico Stephen Frears.

Logo mais à noite ou amanhã de manhã, se decidirem dormir cedo, saberemos novidades.

Foi há 30 anos…

Maio 25, 2007 às 9:56 pm | Publicado em Cinema | 1 Comentário

…que George Lucas iniciou o conceito.

Hoje, não é apenas uma série de filmes, é um culto mundial que move números incalculáveis de fãs. Mesmo para os que não são fanáticos (incluo-me neste grupo) parece impossível ser-se indiferente à figura de Darth Vader…ou de Luke Skywalker…ou de C-3PO… Não há personagem na saga que passe ao lado das mais distraídas memórias.

Starwars é um marco inesquecível, hoje com a mesma frescura que tinha em 1977 quando, pela primeira vez, Skywalker partiu em socorro da princessa com o penteado mais galáctico dos 70’s, Leia.

Parabéns à Guerra das Estrelas e ao seu criador pela história que um dia idealizou. Foi assim que tudo começou…

Ocean’s 13: o gang por terras francesas

Maio 25, 2007 às 8:20 pm | Publicado em Cinema, Notícias | Deixe um comentário

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Estreou ontem na Croisette, o terceiro episódio (andamos mesmo em maré de trios) que acompanha o gang mais cool de sempre. Daniel Ocean e os seus bons patifes regressam sob o comando de Steven Soderbergh para mais uma trafulhice com estilo.

As opiniões dividiram-se. Houve quem dissesse “basta” desta instituição movida pela faceta comercial mas houve também quem tenha elogiado o retorno do bando e sublinhado a sua crescente pormenorização.

Na passadeira vermelha, os actores foram tão solicitados como uma abelha mestra na colmeia e responderam à altura, como quem treina umas boas horas por dia para encenar da forma desejada as ideias que se pretendem passar.

Com o dinheiro como guia ou não, vou lá estar para os ver. Sem grandes expectativas nem grandes entusiasmos mas também sem ideias pré-concebidas.

He-Man: de boneco a personagem de carne e osso com direito a CGI

Maio 24, 2007 às 10:48 pm | Publicado em Cinema, Notícias | 1 Comentário

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A Warner Bros. e o produtor Joel Silver vão transformar He-Man num filme.

Aquele que um dia foi um boneco da Mattel, mas que rapidamente se transformou num personagem de culto, vai agora ser deixado nas mãos de alguns nomes sonantes de Hollywood que prometem transformá-lo em mais um sucesso de bilheteira (esperemos que não demasiado movido pelas contas).

O guerreiro que representa a última esperança para a terra mágica de Eternia regressa para combater Skeletor. Diz-se que a técnica utilizada vai ser muito semelhante à de 300. Se o resultado corresponder, o balanço será, sem dúvida, positivo.

Esperemos para matar a curiosidade.

Agora em regime de ante-estreia a começar com os Piratas

Maio 24, 2007 às 10:35 pm | Publicado em Cinema, Estreias | 3 comentários

Hoje vos escrevo para vos fazer um update sobre o funcionamento do Acabo de Ver. Pelas razões de que já aqui falei, o meu regime cinematográfico começa a ganhar uma consistência algo diferente. É provável que comece a ver mais filmes no âmbito profissional do que fora dele mas, claro, isso não faz com que a obsessão seja menor. Isto implica que, quase sempre, tenha novidades para vos trazer às 5as de cada semana. No entanto, o meu tempo também é menor. Por estas razões e para evitar atrasos, decidi, a partir de agora, começar a publicar o Acabo de Ver dentro do fim-de-semana (o momento em que terei sempre um bocadinho para o fazer, espero).

Também escolhi trazer-vos todas as Quintas-feiras a totalidade, um excerto ou uma adaptação do artigo que nesse dia publiquei no Sapo.

Posto este discurso brilhantemente enfadonho, cá vai um textito que fiz sobre os Piratas. No fim-de-semana, virá, de certeza, o respectivo podcast.

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“Ele é, de facto, louco. Mas, como ele próprio insiste em dizer, «se não fosse, talvez isto nunca resultasse». Jack Sparrow é, pela terceira vez, o pirata tresloucado, desengonçado, abusado, em parte másculo e, em parte, efeminado. Todos os «ados» contidos neste escrito são apenas um pretexto para descrever a força gravitacional da «máquina» Piratas das Caraíbas. É ele, Johnny Depp, quem comanda mas, desta vez, há mais alguns que, mesmo no meio de uma certa confusão, conseguem provar um pouco do seu poder como capitão do navio.

Depois de uma maldição e de um cofre ensanguentado, chega a altura de seguir até «aos confins do mundo». O terceiro episódio do tesouro que a Walt Disney descobriu há quatro anos, estreia hoje nas salas de cinema portuguesas e prevê-se que continue a lucrar muitas moedas de ouro.

Desta vez, o barco segue em busca de Jack Sparrow (Johnny Depp), o capitão pirata preso no cofre de Davy Jones (Bill Nighy), um lugar desconhecido, para além do tempo e do espaço conhecidos pelo homem. A equipa de resgate junta, não só, o casal do enredo, mas também um ex-inimigo e um novo adversário, temporariamente aliado por interesse.

Pelo meio da viagem, impõe-se o confronto com o Holandês Voador, o temível barco do anfíbio Jones, agora controlado pela Companhia das Índias Orientais, a instituição que pretende dizimar todos os que se regem pelo famigerado código. O que se apresenta, afinal, é uma união dos mais vis capitães do mundo em torno do concílio que os reúne e que se movem, inveteradamente, de acordo com os seus próprios interesses.

Recapitulando e sem perder o fio à meada, Piratas das Caraíbas é um aglomerado de personagens (alguns bons e outros mais fracos), uma junção de sub-enredos e um conjunto de acções que vão alternando entre problema, resolução e batalha.

Quando, na cena inicial, se cria um ambiente fantasmagórico em torno de um grupo de piratas sujeitos à inquisição da altura, é oferecido à assistência, um tom diferente dos seus antecessores. Há ali uma envolvente mais escura, mais lenta e mais sufocante que se prolonga durante a primeira metade do filme e que, em última instância, acaba por representar a sua mais valia. Desde o «outro lado» onde está Depp, no cenário surrealista de gelo e céu azul cristalino, até às falas cómicas de Barbossa (Geoffrey Rush), tudo parece guiar a fita num sentido diferente. Até a personagem de Keira Knightley aparenta ter ganho outra consistência, envergando um porte mais naturalmente revoltado e inicisivo. No entanto, à medida que nos aproximamos do final, percebemos que este terceiro enredo é, como em quase todos as terceiras partes que temos visto ultimamente, um esforço para reunir mais personagens, mais histórias dentro da narrativa principal e mais e maiores sequências de conflito naquele que é um blockbuster de Verão no seu estado mais puro. O ponto de reconhecimento acontece quando, para encontrar soluções se usam recorrentemente cenas com tiros de canhão e madeira estilhaçada.

O novo inimigo, Sao Feng, é um Chow Yun-Fat empobrecido e o par romântico interpretado por Keira Knightley e Orlando Bloom acaba por cair, apesar dos esforços positivos da actriz para alcançar uma boa nota, no mesmo sentimentalismo heróico a que nos tinha habituado.

Johnny Depp, contudo, continua a ser o motor da película com os seus trejeitos, os seus atrevimentos e o seu ar patife. Ao seu lado, num cameo que não chegou a concretizar-se em O Cofre do Homem Morto, mas que agora concretiza a tão aguardada presença como pai do protagonista, está Keith Richards. O músico proporciona, sem sombra de dúvida, o momento mais delicioso das quase três horas de fita, quando usa a sua voz profunda e pega na sua viola para fazer o que melhor sabe.

Piratas das Caraíbas: Nos Confins do Mundo, ganha pelo ritmo desacelerado em que decorre a primeira metade mas, simultaneamente, perde com o argumento desagregado da segunda onde, a dada altura, é difícil para o espectador entender qual a acção principal. Não deixa, apesar disso, de ser uma conclusão à altura para esta etapa e, como seria de esperar, deixa aberta a janela para um regresso incerto mas mais do que previsto.”

Que mecenas que é Scorsese!

Maio 23, 2007 às 7:27 pm | Publicado em Cinema, Notícias | 1 Comentário

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Foi ontem lançada em Cannes uma associação com o objectivo de proteger, recuperar e divulgar o património cinematográfico mundial.

Qual Opus Dei do cinema! Claro que ironizo mas louvo a iniciativa liderada pelo oscarizado Martin Scorsese e que conta com o apoio de um grupo de cineastas reconhecidos mundialmente.

A ideia é que cada um faça o possível, a partir do seu país, para cumprir a linha traçada. Os esforços serão dirigidos aos filmes caídos no esquecimento e aos que não podemos ver porque não estão editados em DVD.

Parabéns à recém-formada World Cinema Foundation.

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