A Scanner Darkly em sala cheia e com fila à entrada

Abril 22, 2007 às 7:09 pm | Publicado em Cinema, Estreias | 1 Comentário

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A Avenida de Roma apresenta-se como uma movimentação pouco habitual para uma tarde de Domingo. A razão: o Indie Lisboa. Apenas numa Avenida estão três dos locais escolhidos para a exibição dos filmes (o King, o Londres e o Fórum Lisboa) o que, inevitavelmente, traz agitação à envolvente.

A entrada do Fórum Lisboa fez-me auto-bajular pelo facto de ter ido comprar os bilhetes ontem de manhã. Interiormente fiz aquele risinho de glória quando vi a fila para a bilheteira que quase virava a esquina do edifício junto à hora da sessão da tarde.

É reconfortante ver que o Indie consegue juntar tantas pessoas e tão díspares. A sala está cheia e o início da sessão sofre um atraso causado por aqueles que decidiram chegar mesmo em cima da hora. Dos 20 aos 60, mais descontraídos ou mais formais, todos acabam por ir ali parar.

O filme é A Scanner Darkly de Richard Linklater, senhor que não teme experiências novas a cada filme que faz. Basta recordar-vos que é ele o responsável por School of Rock e Before Sunset para se entender que lhe agrada não se ficar apenas por um registo.

Neste filme, adapta o livro de Philip K. Dick, reúne um elenco de luxo e arrisca-se num aspecto visual de fundo real com capa animada. A sua experiência resulta, mas não sem falhas. Ao contrário do que possam já ter pensado, o formato das imagens não é apenas um recurso do tipo “vou fazer isto porque é giro e dá um bom ar”. É também ele um recurso para fazer a o argumento funcionar. É que a acção atravessa cenários, diálogos e pensamentos tão alucinogénicos que apenas passando para além do real poderiam ser demonstrados.

Todo o elenco é sublime mas tenho de falar no superior Robert Downey Jr. que, cada vez mais, me deixa boquiaberta com os trabalhos que tem mostrado no ecrã.

O problema de A Scanner Darkly é que, por querer dizer tudo e levar a história ao mais ínfimo pormenor, perde-se, por vezes, no meio das constantes ideias complexas e transfiguradas dos personagens, distraindo a atenção do espectador que tanto queria estar preso ao que lhe apresentam.

Amanhã o Acabo de Ver é dedicado a esta estreia em palco diferente.

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1 Comentário »

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  1. Essa agitação nas ruas lembra o fantas! Já estou com saudades…
    Pronto, Lisboa também merece o seu festival de cinema ! ihih
    Não vi, por isso não comento o filme, mas gostei do “boneco” 😉


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