300: A fiel adaptação da graphic novel numa exposição visual memorável

Abril 5, 2007 às 9:28 pm | Publicado em Cinema, Estreias | 7 comentários

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Porque se pedia um bom ecrã, consegui vê-lo na primeira sessão da tarde no Cinemax do Beloura.

É uma árdua tarefa tentar descrever 300. É mandatório vê-lo no cinema porque isso faz parte da sua dimensão global e é difícil explicar as imagens porque nunca conseguirei alcançar no papel a sua verdadeira dimensão.

300 é um exercício fantástico de fidelidade à obra original em papel. A cada passo, conseguimos visualizar os quadrados da graphic novel, a cada plano conseguimos perceber que a abordagem escolhida foi aquela em função dessa mesma homenagem à obra de Frank Miller.

Tudo isto é feito com a audácia visual de uma época que permite quase tudo. É arrebatador ver a construção visual em parte histórica e em parte (a maior) futurista. Para os que pensam que este é apenas mais um épico, desenganem-se. 300 é uma ruptura com os cânones até aqui utilizados nos filmes que remontavam à Antiguidade.

Há, de facto, violência extrema e poder excessivo. Quase tudo é levado ao extremo mas parece-me ser esse apenas mais um recurso para que o produto final seja, efectivamente, um espelho do que fez Frank Miller.

300 é um daqueles filmes que consegue gerar todo o tipo de opiniões. Aceito que me digam que detestam como compreendo na perfeição quem fica embevecido pelo trabalho ali feito (incluo-me neste segundo grupo).

O que não acredito que venha ouvir alguém dizer é que esta fita lhe é indiferente. Isso, sim, é impossível.

Na Segunda-feira, vou poder entusiasmar-me mais no Acabo de Ver com todos os pormenores sobre este arrojado exemplo de que nem tudo tem de ir com a corrente.

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7 comentários »

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  1. 🙂 Fico à espera do Acabo de Ver.

  2. soube bem. (:
    tanto tempo de espera, e não desiludiu. sim, foram quase seis meses. :p

    quando soube da sua existência, despertou-me muita curiosidade. há já algo tempo havia lido e estudado, por curiosidade, a história de esparta e da famosa batalha em que os mortos foram considerados os vencedores.

    vi hoje. gostei. em suma, tempo bem passado. mesmo. (:

  3. Ah ah…Então Sra. Inês? O novo filme do David Lynch também merece uma referência esta semana. Vai lá vê-lo que eu preciso de uma opinião sensata para comprar ou não o bilhete =p

  4. Olá, Jorge!
    Claro que merece e vai ter direito a Acabo de Ver também. Já o tinha dito aqui há uns posts atrás…
    Esta semana promete. 🙂

    beijinho

  5. Pronto…Já vi que fiz asneira! Tenho andado ausente nestes últimos tempos e depois mando destas! =/

    Fica então prometido que vou ouvir cuidadosamente esse AdV!! 🙂

  6. Não fizeste nada asneira.
    AdV é uma sigla catita! 😉

  7. The world will know that free men stood against a tyrant, that few stood against many, and before this battle was over, that even a God-King can bleed.

    🙂


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