Com algum atraso, marquei lugar para o Rocky

Fevereiro 18, 2007 às 10:56 am | Publicado em Cinema | 1 Comentário

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Confesso que não íamos para o ver mas o amarelo e intermitente ESG ao lado de Little Children fez-nos perceber que tínhamos de partir para outra.

Eu consigo ser uma má companhia para ir ao cinema. Quando os outros fazem sugestões eu digo “desculpa, já vi” o que é uma coisa chata porque pode acabar em desilusão nos dias em que há as letras ESG a piscar insistentemente. Curiosamente, não foi o caso.

Lá fomos nós com coragem acrescida comprar bilhetes para Rocky Balboa (e digo isto porque a sala era a do Oeiras Parque).

No fim transpirava nostalgia dos 80’s (ainda que eu tenha nascido neles e não tenha lá passado a juventude). É a magia Rocky a voltar ao patamar em que esteve apenas no primeiro da saga. Ao nível em que é inevitável trautearmos o ritmo de Gonna Fly Now enquanto ele salta e esmurraça o saco de boxe mais próximo.

Rocky Balboa é um filme honesto. Da responsabilidade de um Stallone em fim de carreira que quis fazê-lo por realização pessoal. Porque precisava de lá voltar (como Rocky precisa) para não sentir nada inacabado. Dá gosto vê-lo porque ele fá-lo pelo gozo, pelo poder do homem sempre quase esfarrapado que, de repente, se levanta e dá em tudo e todos.

O realizador e protagonista não inventa. Deixa-se ir pelo normal curso da história em Rocky mas dá maior destaque ao estado psicológico, ao interior do personagem. Não baseia o filme em porrada (como tanto agradaria a D. Afonso Henriques). Há ali um nível instrospectivo para os dois, Rocky e Stallone, que dá gozo ver porque o sabemos genuíno. E, claro, é impossível não nos deixarmos envolver pela crescente de emoção até ao combate final.

Como é certo, Rocky Balboa não é um grande filme, é um filme que serve o propósito do realizador e que nos convence dentro desses moldes. É uma boa surpresa porque não quis ser mais extraordinário e imaginativo do que devia e, por isso, acabou por sê-lo. Acabou por voltar ao brilho que o primeiro filme teve e que, goste-se ou não, marcou uma geração.

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1 Comentário »

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  1. E está tudo dito 🙂


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