Viver e morrer em Hollywood

Fevereiro 12, 2007 às 10:27 am | Publicado em Cinema, Estreias | Deixe um comentário

Ontem, no meio do dia bem recheado que tive, consegui dar uma escapadinha das histórias do referendo para ir ao cinema ver Hollywoodland.

Hollywoodland conta a história de George Reeves, um actor mediano que nunca conseguiu mais do que ser o Super-Homem na série da décadas de 50/60. Detestava o papel e queria ser realizador mas o que o ficou para contar foi o seu caso com uma senhora casada (por sinal, com um homem de peso) e a sua morte mal contada.

Eu sou uma céptica em relação a Ben Affleck e às suas prestações em filmes como Daredevil, Armaggedon, Pearl Harbour,… É melhor parar.

Confesso que já me tornei, de certa forma, preconceituosa em relação ao senhor e, mesmo tendo a noção de que ele faz um bom George Reeves há, para mim, qualquer coisa nele que soa sempre a falso. Mesmo na pele deste Super-Homem frustrado sinto que ele faz o que lhe pediram mas que o podia ter levado mais além. Está lá o bom mas falta-lhe subir um degrau para o muito bom. Mas o problema pode já ser só meu. Acho que estou demasiado formatada.

De regresso ao filme. O que realmente é bom nesta fita de Allen Coulter (homem responsável por alguns episódios de The Sopranos e Sex and the city) é a história que devia ser a central mas que se torna a paralela. Os trailers colocam no eixo da fita a vida e morte de George Reeves mas aquele que é realmente interessante é o caso do detective Louis Simo (Adrien Brody) e do escangalho pessoal que é a sua vida. O que eu gosto do Adrien Brody e da voz pesada que diz “há aqui tanta experiência mas, ao mesmo tempo tanta mágoa”! Arrebatou-me em O Pianista e continua a dar provas de talento inconfundível.

Resumindo e para não me exceder antes do habitual Acabo de Ver. O melhor deste Hollywoodland é o detective arruinado (as feridas, o passado, a relação com a família e com a profissão) e a prestação de Diane Lane (a personagem mais interessante naquele lugar de corrupção e adultério insistentes).

O que resulta menos bem é a exploração dos possíveis cenários da morte de George Reeves que, no final, se concentram em algo que já se antevia quase desde início. De ressalvar que louvo o facto de essas possibilidades serem criadas pelos olhos de alguém, não são um facto consumado. É o espectador quem terá de escrever a sua própria versão daquela morte em Hollywood.

Logo mais para escutar no Acabo de Ver.

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