The Pursuit of Happi(y)ness

Fevereiro 5, 2007 às 9:53 am | Publicado em Cinema | 2 comentários

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Sessão das dez. Sala a meio gás. Pessoas sossegadas, em ritmo de Domingo à noite.

Gostei muito de alguns aspectos. Ponho vírgulas noutros. Convenceu-me que esta história do típico sonho americano tenha tentado fugir às ideias feitas. Will Smith nunca deixa o papel escorregar para lá do credível. É tudo bem cuidado para que haja sentimentalismo mas daquele em que se acredita, daquele que se compra. Fala-se de conceitos abstractos como a felicidade de uma forma bastante invulgar. Exemplo: Chris Gardner, o vendedor em busca do emprego de sonho arrelia-se com o “y” do Happi(y)ness desenhado na parede da creche do filho. Bem pensado!

O papel de Will Smith também vive muito da cumplicidade que tem com o filho (no filme e na realidade). Nota-se a ajuda que isso representou para os dois. É uma história sentimental mas que não é lamechas. Não usa a lamechice de filme. Usa uma lamechice real.

Isto pode parecer paradoxal mas é no sonho americano que reside a força e a fraqueza do filme. Já expliquei o que gosto. Do que não gosto é de que se represente desgraça atrás de desgraça como numa cascata que nos chama cada vez mais o sentimento. Se na forma se tentou conter algumas emoções mais exageradas, no conteúdo isso não aconteceu. Eu senti que perdi o tal toque de realidade de que falava há pouco tal foi a sequência alucinante de tragédias. Acredito que corresponda à verdade daquele homem mas eu teria suavizado o declive.

The Pursuit of Happyness (escrevo a palavra de forma incorrecta porque é mesmo assim que a fita se chama) é um bom filme, não é um grande filme. Embora convença, Will Smith tem concorrentes muito mais fortes na corrida ao Óscar.

Como sempre, não me adianto mais. Logo há mais no Acabo de Ver.

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2 comentários »

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  1. Olá! antes de mais, parabéns pelo cantinho que aqui guardas, tá mto agradável. Falo não só da arrumação em geral como do conteúdo. Vim aqui cair aos trambolhões e fico contente por isso. Tenciono ler com frequência.
    Quanto ao filme, realmente gostei. concordo contigo na crítica à incrível sucessão de desgraças. No entanto, saliento que apenas vemos Chris Gardner chorar uma vez e no final aquando da realização do seu sonho. Para mim, essa força, esse acreditar, é a base de todo o filme. Ele não desiste, não baixa os braços, luta até ao fim acreditando que a felicidade existe e é apenas uma fase, como as outras.

    cumprimentos e até uma próxima, que decerto será breve 🙂

  2. Obrigada, Sérgio. Concordo contigo no que dizes. Como disse, também acho que conseguiram fugir ao sentimentalismo nos papéis, nas falas e nos momentos entre o pequeno e o pai. Foi o desenrolar de acontecimentos que tornou Gardner na típica lenda do sonho americano. 🙂


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