A politeness dos Globos de Ouro

Janeiro 16, 2007 às 4:25 am | Publicado em Cinema, Prémios, Séries, Televisão | 3 comentários

Terminou agora a cerimónia dos Globos de Ouro e, embora já não consiga manter o meu olho direito totalmente aberto, decidi deixar aqui umas reflexões. Não houve monopólios. A Associação da Imprensa Estrangeira em Hollywood decidiu ser polite.

Primeiro que tudo, um aplauso para Babel que conseguiu levar a estatueta de melhor filme (coisa que eu não esperava). Nos realizadores, estava na dúvida entre Clint Eastwood e Martin Scorsese – a pender mais para o primeiro- mas foi o realizador de The Departed que levou a melhor, como já tinha previsto o L.A. Times.

O momento de ir às lágrimas ficou com Borat. Sacha Baron Cohen (que desta feita se apresentou mesmo assim, como ele próprio) recebeu o prémio para melhor actor na categoria de Musical/Comédia e fez o discurso mais hilariante de todos. Descreveu uma das cenas mais arriscadas (no sentido de poder passar para o lado do mau gosto) do filme ao pormenor explicando que teve de conviver com os “dois globos de ouro” do seu colega de cena, Ken Davitian.

Também Hugh Laurie teve um verdadeiro momento em palco quando falou da chuva de ofertas que várias marcas fazem aos actores nos dias antes dos prémios e criticando o facto de ninguém se lembrar de oferecer discursos. Imaginem um discurso de agradecimento oferecido pela D&G!

Como se esperava, melhor actriz para a genial rainha de Helen Mirren. A Rainha de Stephen Frears e a rainha em Elizabeth I.

Por agora a minha actividade cerebral não permite mais brainstorming. Remeto isso para amanhã quando vos deixar no PodCast um Acabo de Ver Globos de Ouro Aftermath (sempre quis usar esta palavra num post).

Apenas um post scriptum para a…prefiro não rotular… da menina que apresentou o programa no AXN. Ela falou de tudo o que podia falar (de moda, sobre se os actores jantavam ou não, dos romances, das curiosidades mais estúpidas), mas falar dos filmes, das representações e do trabalho de realização, que me parece que importava muito mais, não. Isso que é bonito, não.

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3 comentários »

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  1. Ainda bem que, apesar do teu cansaço, fizeste este post… Porque ando a ver o que se passa no mundo, abro o El País, vejo uma foto dos Globos mas não encontro o link da reportagem, e qual a primeira coisa que eu penso? ‘Ora, deixa cá ver se a Inês escreveu alguma coisa sobre os vencedores’… Andas a esgalhar isto bem, miga 😀 Hehehe ****

  2. Nao vi o “A Rainha”, mas caramba, o papel da Cate Blanchett em Babel merecia qq prémio. Nao sei se estava ou não nomeada, mas q se lixe.

  3. Viva, Pedro! A Cate Blanchett foi nomeada, não por Babel, mas pelo papel em Notes on a Scandal na categoria de melhor actriz secundária. O galardão para a Helen Mirren foi totalmente merecido. É um trabalho fantástico. Se puderes, vê porque é uma reflexão inteligentíssima sobre o poder da família real britânica.
    O que já me fez mais espécie foi o facto de ter sido a Jennifer Hudson (Dreamgirls) a levar o prémio para melhor actriz secundária. Ainda não vi o filme mas dificilmente bate o achado que é Rinko Kikuchi em Babel ou mesmo Adriana Barraza.


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