Sequela para The Departed

Janeiro 31, 2007 às 8:19 pm | Publicado em Cinema, Notícias | Deixe um comentário

Andam no ar rumores sobre uma possível sequela para o filme de Martin Scorsese, The Departed (Entre Inimigos). Não vai ser fácil ter de estar à altura do primeiro mas, nas mãos de Scorsese, é possível que até seja superado. A ideia é continuar com o personagem de Mark Wahlberg e introduzir nem mais nem menos do que Robert De Niro no elenco. Todas estas suposições só vão seguir em frente com a ordem do realizador que terá a última palavra em todos os movimentos. Mais, não fica também posta de parte a possibilidade de uma prequela.

Até lá, fiquem com uma amostra de The Departed. Que filme tão jeitoso!

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A tendência “altas horas” da nossa televisão

Janeiro 31, 2007 às 12:04 pm | Publicado em Cinema, Televisão | Deixe um comentário

Foi no fim-de-semana que a SIC estreou o GRANDE filme de Spike Lee, 25th Hour. Com um elenco de luxo, A Última Hora (o título em português) é um belo exercício de realização demorada, de digestão lenta, feita dos pormenores que só se notam se as imagens forem construídas dessa forma. É uma boa recensão sobre as últimas vontades de alguém que não as vai poder concretizar amanhã. Edward Norton, um dos melhores da sua geração e Philip Seymour Hoffman, o oscarizado por Capote. Rosario Dawson, que precisa que lhe dêem papéis destes e Ana Paquin, a menina de O Piano, agora crescida.

Ora vejam bem.

Agora reparem no horário que a estação programou para o passar: 1h35m da manhã. Fantástico! Primeiro as 30 novelas transmitidas em todos os outros dias e, só depois, um filme da qualidade deste. É assim por cá. Acontece o mesmo com muitas séries e com uma mão cheia de outras coisas que passam despercebidas devido ao mau alinhamento.

É por estas e por outras razões que eu vou ao cinema e compro DVD’s insistentemente.

De Montenegro para a China: Casino Royale

Janeiro 31, 2007 às 9:26 am | Publicado em Cinema, Notícias | Deixe um comentário

james bond china

Depois de muitos e muitos anos de espera, os chineses puderam ver, esta semana, sem cortes nem censura, o último filme de James Bond. A notícia acaba por representar um passo para a abertura das mentes chinesas que andavam bastante condicionadas pelos seus governantes no que diz respeito às fitas que estes lhes permitiam ver (embora com umas escapadelas na terra da pirataria).
A política chinesa é a de que só entrem nas salas de cinema cerca de 20 filmes estrangeiros por ano. Até aqui entende-se. Os senhores querem promover o que é deles. A questão polémica prende-se com o facto de, mesmo quando os filmes têm direito a ser transmitidos, passarem por uma detalhada revisão que deixa de fora tudo o que possa ser política e moralmente “duvidoso”.

007 foi quem trouxe a licença para transmitir. Em Pequim, na estreia, estiveram Eva Green e Daniel Craig. Curioso que, sem reconhecer o actor, alguém tenha tentado vender uma cópia pirata de Casino Royale ao agente de carne e osso. Parece que já muitos chineses tinham visto o filme antes de ele chegar aos cinemas…

Acabo de Ver…Blood Diamond

Janeiro 30, 2007 às 11:23 pm | Publicado em Acabo de Ver, Cinema, PodCast | Deixe um comentário

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30/01/07 – Blood Diamond: Um épico invulgar. Os diamantes sujos e todas as associações que eles provocam. O desvio dos lugares comuns. A chamada de atenção, sem moralismos, para a passividade do mundo. DiCaprio, o diamante em bruto que deixou cair a cara de menino.[odeo=http://odeo.com/audio/7374403/view]Download

Que grande murro que é Blood Diamond!

Janeiro 30, 2007 às 9:22 am | Publicado em Cinema | 4 comentários

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Antes do filme. CascaiShopping, Sala 5. É incrível como temos sempre uma história para contar sobre pessoas que não respeitam as demais numa sala de cinema. Passam anos, as pessoas são chamadas à atenção mas continuam a fazer o mesmo. Fazem-no como se elas tivessem razão. Como se fossem elas as vítimas quando alguém, no limite da sua paciência faz um estridente “shhhhhiiiiuuuu”. O filme tinha começado há três minutos quando uma criatura atrás de mim diz a fantástica frase: “como é que isto se chama?”. Nessa altura pensei que não ia ser fácil. Mal sabia eu que à minha frente tinha o tradicional roedor de pipocas que atinge níveis de som elevados e, como se não fosse suficiente tinha, mesmo ao meu lado, um casal que se lembrou de trazer qualquer coisa para comer de casa (sim, é verdade). Notem que essa “qualquer coisa” estava bem embrulhadinha num saco bastante barulhento.

Bom, não interessa. Vesti o meu fato zen e bloqueei todos os sons estranhos ao filme.

Meus amigos, Blood Diamond (O Diamante de Sangue) é uma tareia bem dada que nos acorda para a dormência em que vivemos. É, todo ele, um statement político e social sobre a falta de atenção que damos aos conflitos fora da nossa zona de conforto. Bem realizado, com imagens realistas das ruas cheias das gentes sem destino (que resultam em fotografias bastante coloridas pelas roupas africanas), mas também com vistas da zona pura da Serra Leoa. Pela selva dentro, mostrando a inocência do que podia ter sido não fosse pelas explosões, pelos tiros, pelos diamantes.

Grandes referências à exploração dos pequenos por parte dos grandes, à impotência dos média e à nossa passividade, enquanto indivíduos, para agir num cenário daqueles. Tem o mérito de tentar fugir ao moralismo. Só dispensava ali um momento ou dois de alguma elevação heróica mas compreendo que eram necessários.

Digo apenas, antes de vos aconselhar o Acabo de Ver que aí vem sobre isto ainda hoje, que Leonardo DiCaprio conseguiu convencer-me a 100% pela segunda vez (depois de The Departed).

Não me esqueci dos Goya e do triunfo de Volver

Janeiro 29, 2007 às 4:19 pm | Publicado em Cinema, Prémios | Deixe um comentário

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Talvez tenha sido este o lugar para o sucesso do filme de Almodóvar. Melhor filme, melhor realizador, melhor actriz e melhor actriz secundária. Curioso que o realizador não tenha estado presente para receber a estatueta. Deixou essa tarefa para Pénelope Cruz que tinha acabado de receber o Goya para melhor actriz quando teve de voltar ao palco para ler o texto que Almodóvar lhe tinha encomendado.

Penélope foi rainha no seu país mas há outra rainha que talvez não lhe permita repetir o feito na noite dos Óscares. Helen Mirren, a monarca de A Rainha, é a mais forte concorrente da espanhola e foi aqui falada, nos Goya, já que foi o filme de Stephen Frears a levar a estatueta cinzenta para melhor filme estrangeiro.

Volver venceu nas grandes mas O Labirinto de Pan, de Guillermo del Toro, foi o outro vencedor da noite. Cinco prémios, entre eles melhor argumento original, para este filme que também arrecada a nomeação para o Óscar de melhor filme estrangeiro.

Esta foi a noite dos espanhóis. Vamos, de cerimónia em cerimónia, ficando cada vez mais perto da noite em que se estende a passadeira vermelha à porta do Kodak Theatre.

Acabo de Ver…Scoop

Janeiro 29, 2007 às 11:17 am | Publicado em Acabo de Ver, Cinema, PodCast | 3 comentários

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29/01/07 – Scoop: Uma comédia com os jeitos e trejeitos de Woody Allen. O alterego feminino do realizador na personagem de Scarlett Johansson. O perfeito cavalheiro de Hugh Jackman. O último furo para um jornalista fantasma.[odeo=http://odeo.com/audio/7230173/view]Download

Finalmente, Scoop

Janeiro 29, 2007 às 11:11 am | Publicado em Cinema | Deixe um comentário

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Foi ontem à noite. Consegui finalmente ver Scoop de Woody Allen. Foi um dia bem escolhido para ver. Um Domingo que, tal como o filme, foi descontraído. Não é uma obra-prima, não como o é Match Point. Também não se propõe a isso. É uma comédia Allenesca (cada vez arranjo mais nomes bizarros) cheia das suas estranhezas e dos seus jeitos que nos faz rir nos pormenores. Foi a personagem do realizador que mais me levou às gargalhadas com as constantes repetições das frases “e digo isto com todo o respeito” e “do fundo do meu coração”. É a prova de que Scarlett Johansson é cada vez mais a preferida de Woody Allen, de tal forma, que ele transpõe para a personagem dela todos os seus maneirismos.

Vejam-no sem grandes pretensões ou expectativas. Já a seguir no Acabo de Ver.

Screen Actors Guild Awards: mais uma paragem antes dos Óscares

Janeiro 29, 2007 às 9:00 am | Publicado em Cinema, Prémios, Séries, Televisão | Deixe um comentário

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Nos prémios que os actores oferecem aos actores, repetiram-se algumas histórias mas renovaram-se outras. Nos galardões individuais, passou-se basicamente o mesmo que nos Globos de Ouro. Helen Mirren e Forest Withaker a sairem em alta, Eddie Murphy e Jennifer Hudson a levarem a estatueta por Dreamgirls.

Nas séries, os mesmos destaques. Hugh Laurie (esse grande senhor britânico que nos habitou ao sotaque americano de House) e America Ferrera, a promessa de Uglly Betty.

Contudo, e vamos ao que há de novo, o Screen Actors Guild premeia não só os actores (individualmente) mas também os elencos como um todo. Para melhor performance num filme, meus senhores, o prémio foi para… Little Miss Sunshine (não vale a pena dizer mais nada, acho que ficaram com uma boa ideia da minha opinião no Acabo de Ver as nomeações para os Óscares).

Nas séries, novamente Anatomia de Grey (e aqui até percebo porque o prémio refere-se às interpretações e não a todos os aspectos da série) e, atentem, The Office, a adaptação da série britânica com o ser divino da comédia, Steve Carell.

Para os mais atentos, aqui fica o comunicado de imprensa pós-cerimónia.

Cada vez a gostar mais de Prison Break

Janeiro 28, 2007 às 4:52 pm | Publicado em Séries, Televisão | 7 comentários

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Tenho acompanhado o Prison Break na RTP1. Acabaram agora mais dois episódios. Não posso dizer que consiga estar à altura de um 24 ou de um Lost mas gosto de ver pelo jogo de estratégia. Gosto de tentar antecipar os passos já antecipados por Michael Scofield e gosto daquele ambiente de tensão permanente em que tudo vale e tudo se pode esperar dentro da prisão. Cada vez me convenço mais que entrámos definitivamente na era das séries que nos deixam a roer as unhas para ver o episódio seguinte.

Conto-vos o meu humilde historial no género. Comecei com 24, depois provei Lost e agora Prison Break e Heroes. Sim, entrei na doença. Só gostava de conseguir ver tudo sem falhas. Como o dia só tem 24 horas, tenho de ir vendo aos poucos.

Só um apontamento final: os encantos do tatuado Michael Scofield (Wentworth Miller) são mais uma ajuda à caminhada para o vício.

Hoje ainda vou ver o Scoop do Woody Allen (finalmente). Depois volto com impressões no Acabo de Ver. Blood Diamond (O Diamante de Sangue) está agendado para amanhã.

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