Saldos não são só nas lojas de roupa

Agosto 21, 2007 at 7:59 pm | In Cinema, DVD's | 6 Comments

Logo de manhã, para começar bem o dia, passei pelo templo da perdição consumista e, claro, não consegui por lá passar sem consumir.

Devo dizer-vos que o negócio foi mais do que bom, foi excepcional. Portentos destes a 4.95€ são verdadeiras pechinchas. Vou revê-los em breve.

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Coisas de televisão…

Agosto 21, 2007 at 7:55 pm | In Séries, Televisão | 1 Comment

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Do outro lado do oceano chegam-nos novidades sobre a rentrée televisiva na estante das séries.

Primeiro, uma nova promo a Heroes. Dispensava-se a banda sonora sentimental mas, enfim, continuo a aguardar enquanto vou roendo as unhas que me restam.

A notícia do dia, no entanto, ficou para os lados das brigadas anti-terrorismo. Foi adicionado mais um nome para a nova temporada de 24 e digamos que é, no mínimo, uma surpresa. Já aqui tinha mencionado que a minha fé em Jack Bauer se esvai a cada episódio da sexta temporada mas, como qualquer fã de 24 que se preze, vou sempre dando uma espreitadela.

Na próxima temporada, meus amigos, o thriller heróico-estratégico em tempo real vai contar com a presença de Janeane Garofalo como uma agente do governo. Pois… também não consigo visualizar o cenário mas sem dúvida que despertou a minha curiosidade.

Os westerns estão de volta?

Agosto 20, 2007 at 9:43 pm | In Cinema, trailers | Leave a Comment

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3:10 to Yuma. O remake é de um clássico de 1957. Na altura eram Glenn Ford e Van Heflin as estrelas do filme. Agora, com outros tempos, são Russell Crowe e Christian Bale a tomar os seus lugares. O realizador é James Mangold, o mesmo que nos trouxe o muito respeitável Walk the line.

A temática não me deixa aos pulos de alegria mas confesso que estou curiosa para ver como encaixa o brilhante Bale num homem de esporas e chapéu com abas.

Espreitem aqui o trailer.

Dave Matthews: um actor adormecido

Agosto 20, 2007 at 9:25 pm | In Cinema, Pessoas | 3 Comments

Ele já tinha provado que o podia ser neste episódio de House. À altura do grandioso Hugh Laurie.

Qual não é a minha surpresa quando hoje, enquanto via mais uma das comédias que por aí estão a chegar, surge inesperadamente Dave Matthews, num cameo em que não fala mas que basta para ser um dos melhores momentos cómicos do filme (que tem alguns de qualidade mas outros bastante fracos).

Consigo vê-lo num futuro próximo a ser o leading man de um grande filme do Sam Mendes (achei que podiam casar bem) e a revelar-se um grande actor. Concordam comigo?

Shoot ‘em up: Sem expectativas; com fé no elenco

Agosto 19, 2007 at 6:59 pm | In Cinema, trailers | 1 Comment

Se este trailer se apresentasse com qualquer outro elenco, provavelmente não pararia para prestar atenção.

Estando perante quem estamos, não só merece uma vista de olhos, como toca a campaínha da curiosidade. Porque na ficha técnica estão Clive Owen (podia passar três horas só a contemplá-lo aos tiros), Paul Giamatti e Monica Bellucci, aqui fica o dito excerto para vossa apreciação.

Sand and Sorrow: Uma verdade inconveniente para o Darfur?

Agosto 19, 2007 at 12:11 am | In Cinema, Documentários | 3 Comments

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De tudo o que se tenta fazer para acordar o mundo da dormência no que diz respeito a uma das suas maiores crises, este parece ser um dos projectos mais promissores.

Depois do que Uma verdade inconveniente fez pela causa ambiental (mesmo que o tenha feito com uma gigante campanha de marketing), Sand and Sorrow pode, se conseguir uma boa visibilidade, fazer o mesmo pela situação no Sudão.

O que é Sand and Sorrow?

Paul Freedman (o realizador) juntou-se a uma força de paz da União Africana e filmou por dentro a situação no Darfur. O resultado é um documentário, do qual ainda só consegui ver um pequeno excerto, que promete dar que falar.

Para além de ter como narrador o também senhor de causas George Clooney, a HBO comprou os direitos do filme e vai exibi-lo em Dezembro (qualquer raciocínio sobre épocas de prémios que vos possa estar a passar pela cabeça pode não ser pura coincidência).

Mais importante do que isso é que acredito que estejamos perante um interessante documentário que poderá, efectivamente, servir para mais do que apenas gozo cinematográfico.

A última legião: para ficar no sossego do lar longe desta tentativa de épico

Agosto 16, 2007 at 6:33 pm | In Cinema, Estreias | 3 Comments

Quanto a este, não há qualquer suspense para criar. Redondamente, francamente e epicamente fraco. Mais umas linhas publicadas ontem:

É oficial: os épicos deixaram de estar em voga. Já há algum tempo que essa realidade era perceptível mas, com experiências como esta, a tendência não podia ser outra. A última legião é uma tentativa de cruzamento entre épicos que, em última análise, acaba apenas por ser uma ofensa às figuras históricas que envolve e aos bons actores que, sem como nem porquê, aceitaram participar nela. Por esta altura, o rei Artur dá voltas no túmulo e os exércitos romanos remexem a terra onde estão com esperança de poderem voltar à vida para limpar o seu nome.

Vamos tentar descrever A última legião através de associações sem com isso pretender ofender os objectos de comparação que nenhuma relação têm com este filme. Se cruzarmos Rei Artur com O Senhor dos Anéis e colocarmos uma pitadinha de O Gladiador chegamos ao que parece ter sido a intenção. Se juntássemos mais umas lutas ao Código Da Vinci (versão cinematográfica) obteríamos o que mais se assemelha a este produto final. Sintetizemos a história. O império romano está à beira do colapso. O imperador Rómulo Augusto é uma criança com cerca de um metro e meio (Thomas Sangster) e os seus defensores são um soldado romântico (Colin Firth nunca poderia deixar de ser romântico) e um filósofo/lutador/feiticeiro (interpretado por um Ben Kingsley em maré de más escolhas). Juntos e com a ajuda de uma guerreira indiana (Aishwarya Rai) que não faz mais do que ser a babe do filme, vão em busca de uma espada milenar (o que fizeram à lenda da Excalibur!) e do último reduto do exército romano na longínqua Britânia, ou a versão clássica do Reino Unido. O argumento é tão desinspirado quanto malicioso já que, claramente, não tem outro objectivo senão obter receitas de bilheteira. Os cenários são pobres e os diálogos ainda mais. A realização é apressada e pouco cuidada e o guarda-roupa traz à memória as lojas de Carnaval no Chiado lá pelo mês de Fevereiro. A última legião é um filme de tareia sem fundo de interesse, com passagens sentimentais mal sentidas e sem perícia histórica nem valor dramático. O que poderá deixar o espectador, e os falecidos citados, ainda mais desiludidos é o facto de não ser claro o porquê de nomes como os do marco cinematográfico Ben Kingsley, do ícone romântico Colin Firth e até do pequeno Sangster que vimos nascer em O amor acontece fazem junto a uma fita tão desprovida de alma quanto esta.

Ratatui: Para correr até ao cinema e voltar aos clássicos da Disney

Agosto 16, 2007 at 6:30 pm | In Cinema, Estreias | Leave a Comment

Aqui yours truly anda a querer criar suspense desde que viu Ratatui. Chegou a hora de abrir o jogo. Espreitem o que escrevi para o sítio do costume.

O Chef Auguste Gusteau, supra-sumo falecido da cozinha gourmet, insiste na máxima: “Qualquer um pode cozinhar!”. O que ninguém esperava era que esse qualquer um pudesse ser uma ratazana de olfacto apurado e sensibilidade culinária ultra-requintada. Remy não é apenas mais um rato para juntar à longa lista de roedores animados. O novo da Pixar tem uma aura de clássico da Disney na qual já tínhamos perdido a esperança. Preparem-se para voltar à infância e mentalizem-se para os sabores. É que depois de Ratatui o melhor remédio é mesmo apanhar um avião para Paris e parar num bom restaurante para matar a fome.
A Pixar, estúdio de animação que se fundiu com a Disney e trouxe até nós, entre outros, À procura de Nemo, Toy Story e The Incredibles, tem sido, sem dúvida, a portadora das melhores ideias, a exemplificadora da melhor técnica e a empresa cujos membros parecem criar como se precisassem disso para respirar. Basta vê-los a falar que nem crianças junto a um chupa sempre de camisa havaiana e sorriso permanente. Com Ratatui regressa o perfeccionismo redobrado e as ideias brilhantes ãtiradas para cima de uma mesa de café. Mas há algo mais. Há algo que, pela altura dos créditos finais, deixa o espectador com a sensação de que está perante um filme de animação diferente. Este parece inaugurar uma nova era. Uma era que com pormenores colocou o que faltava na animação 3D: uma alma de clássico. Antes do veredicto vamos a uma espreitadela na história. Remy é uma ratazana campestre (o título é pouco amistoso mas o aspecto é ternurento) com um dom especial e um capricho inveterado. Tem o olfacto mais apurado da comunidade e cozinha como o chef do mais alto gabarito. As suas combinações são as mais apuradas e os seus tempos de cozedura são os mais correctos. Debrucemo-nos sobre o grande problema de Remy: é uma ratazana. Ora, qualquer estabelecimento que se preze, não permite a entrada de tais criaturas. A família desaprova a sua vocação, o irmão envergonha-o comendo lixo mas há uma espécie de anjo da guarda culinário que o acompanha nas incursões pela sua consciência. Ele é Auguste Gusteau (na versão original, a mais fantástica interpretação da fita é a do actor Brad Garrett): chef extraordinaire que educa cozinheiros a título póstumo através do seu livro “Qualquer um pode cozinhar”. Remy, seu seguidor devoto vê-se, de repente em Paris, junto ao restaurante do falecido e arranja forma de se tornar parte do staff de cozinheiros e restaurar o bom nome que um dia aquela cozinha gourmet teve.
Pelo meio, alguns deliciosos cozinheiros caricaturados com o acentuado sotaque francês, um crítico culinário snobe que pode bem personificar muitas outras profissões e um chef desajeitado e manipulado. Mas, afinal, o que tem Ratatui de tão extraordinário? Absolutamente tudo. Desde o mais simples argumento que dá origem à história mais bem conseguida dos últimos sucessos de animação, passando pela deliciosa (adjectivo adequado este) banda sonora que quase nos faz imaginar o francês de boina preta e camisola às riscas e terminando no mais importante: o sentimento de que estamos perante algo rejuvenescedor. É que o que sentimos quando terminamos Ratatui, para além do apetite incontrolável, é aquele carinho único pelas histórias mais minimalistas que conseguem convencer num grau muito maior do que as narrativas mais mirabolantes. É difícil pensar que nos podemos identificar com ratos mas a verdade é que é inevitável gerar-se uma relação de familiaridade como aquelas que nos lembrávamos de ter quando éramos pequenos e assistíamos em família aos portentos da Disney. Ratatui é, acima de tudo, despretensioso e despreocupado, fruto do gozo que os seus criadores tiveram em fazê-lo e isso é notório neste prato principal que é decerto um sério candidato à próxima entrega do Óscar para melhor filme de animação. Mesmo que tal não aconteça, este filme sobre um roedor talentoso será, pelo menos, a mais conseguida fita animada do Verão (não colocando Simpsons: O filme no mesmo campeonato) que, mesmo sem poder transmitir os aromas dos cozinhados vai decerto abrir os apetites mais cépticos.

Evan Almighty: De poderoso nada tem

Agosto 13, 2007 at 10:33 pm | In Cinema, Estreias | 5 Comments

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Ando numa espécie de conflito interior desde Quinta-feira. “Escrevo sobre isto. Não escrevo sobre isto.”

Rendi-me à minha própria inveterada teimosia e cá estou mas não para dizer coisas simpáticas.

Por muito que eu idolatre o Steve Carell, por muito que fosse rapariga para limpar o chão à passagem do Morgan Freeman e por mais que me custe escrever este post, sinto-me na obrigação de vos alertar para os perigos da silly season e desancar à grande em Evan Almighty.

Evan, o Todo-Poderoso (assim se chama em português) devia chamar-se Evan, o Todo-vergonhoso. O que dizer de algo totalmente criado com vista às receitas mas que, ainda por cima, o faz com a pouca inteligência de um esquilo deficiente?

O que supostamente deveria ser uma comédia, não tem qualquer tipo de momento cómico. Os gags são pobres, os personagens fracos e as saídas narrativas totalmente desinspiradas. Senão vejamos: um ex-pivot de televisão torna-se político e Deus ordena-lhe que construa uma arca. Ele não só anda na rua com um jardim zoológico atrás como sofre o flagelo de ver constantemente a sua barba a crescer até se parecer com Noé.

Tudo isto podia ser muito engraçado não fosse o facto de NENHUMA das piadas resultar e de, como se não bastasse, abruptamente se tentar introduzir um drama familiar que não gera qualquer emoção no espectador e que, ainda por cima, estraga todo e qualquer momento de humor que ainda pudesse restar.

Nem o brilhantismo natural de Carell e Freeman, nem as aparições do maravilhoso Jon Stewart e do ex-membro do elenco de Daily Show e actual Andy Bernard de The Office (Ed Helms), têm o poder divino de salvar aquilo que, desde início, pede que Deus lhe dedique um dilúvio.

Johnny Depp = Hunter S. Thompson

Agosto 13, 2007 at 10:16 pm | In Cinema, Notícias | 1 Comment

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Ele foi o primeiro a contestar a lei suprema do jornalismo, o primeiro a dizer “provavelmente a objectividade é um mito” e não há forma de não ser subjectivo ao contar algo. Sendo um opositor ao conceito, criou o “jornalismo gonzo”, uma espécie de observação participante não no ramo da sociologia, mas no da comunicação social. Seguindo este método o repórter acabava, inevitavelmente, por se tornar na personagem central da história.

Era um bon vivant, cometia excessos, era companheiro de drogas e alcóol. Em 2005, apontou uma arma à cabeça e disparou.

Ele era Hunter S. Thompson, jornalista e escritor que nos trouxe Fear and loathing in Las Vegas e que pôs Johnny Depp e Benicio Del Toro a consumir freneticamente éter (parece que apenas no ecrã).

As boas notícias é que se avizinha um filme tresloucado (como só ele era), com um actor igualmente brilhante mas não mais ajuízado (o gigante Johnny Depp). Já tinha estado com Thompson no referido Delírio em Las Vegas. Quem melhor para regressar a ele do que um grande actor que ainda por cima já tem o trabalho de casa feito?

Aguardemos curiosos. E o que é acontece depois do éter? Isto.

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