Tom Cruise em Valkyrie

Julho 21, 2007 at 1:58 pm | In Cinema, Notícias | 1 Comment

Sou só eu ou este ar de “não-sou-alemão-por-isso-tenho-de-fazer-um-olhar-mortífero” não inspira grande confiança?

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É Tom Cruise nas filmagens de Valkyrie que começam hoje, debaixo de forte polémica, num filme que vai ter o actor como um capitão nazi que engendrou um plano de ataque a Hitler. Falhou, o malandro.

Já que estamos em semana de Tarantino…

Julho 21, 2007 at 1:49 pm | In Cinema, Estreias, Notícias | Leave a Comment

Permitam-me que encha este estaminé de um nome que tanto prezo.  Para todos os que ainda vivem na ignorância e não puderam ir ver Death Proof e para todos os que já viram e ficaram com a música final insistentemente no ouvido, aqui fica este vídeo. Chick Habit de April March.

Aproveito para vos dizer que será, logicamente, o senhor Tarantino a apadrinhar uma retrospectiva western spaghetti que vai decorrer no festival de Veneza, de 29 de Agosto a 8 de Setembro.

Death Proof: Quando o mau se torna excelente

Julho 19, 2007 at 7:35 pm | In Cinema, Estreias | 3 Comments

Agora sim, as coisas que hoje disse aqui sobre o novo filme do mestre Tarantino. A ideia é homenagear/parodiar o mau e é assim que a partir desse mau ele fez algo sublime. Aprendamos todos. Não é para todos os gostos mas o meu está 100% conquistado.

“Quentin Tarantino, o mestre das homenagens/paródias está de volta. Separou, alargou e individualizou um filme sobre um duplo de cinema que mata por prazer com o seu carro «À prova de morte». O resto é a faceta feminista de Tarantino a dar o habitual protagonismo às mulheres kick ass numa película gasta com cortes propositados e erros de raccord intencionais. O resultado não é um filme, é uma experiência sensorial obrigatória. Não é o seu melhor mas mesmo o seu menor é sublime. Do que não há dúvidas é de que não é fácil conter as gargalhadas perante o filme mais hilariante que já fez.

O que é podemos esperar de Quentin Tarantino? Obviamente tudo. De filmes sobre gangsters (que têm sempre de alguma forma um papel garantido), a western spaghettis, passando por fitas de samurais, sempre com bandas sonoras paradoxais escolhidas a dedo, tudo vale quando se trata deste senhor. Fosse qualquer outro e desconfiaríamos da qualidade mas ele, o homem que tudo consegue misturar com a paixão que só ele sabe ter, é marca garantida de que, o que quer que saia do seu olhar, terá inevitavelmente um lugar nos livros de cinema. Em À prova de morte, reuniu um Kurt Russel quase esquecido mas renascido, um elenco feminino de luxo e alguns dos duplos(as) mais famosos do mundo para porem em marcha a sua homenagem aos filmes de série Z que enchiam as salas de cinema americanas nos anos 70 e que encheram a juventude do director.

Stuntman Mike (sim, o título tem de preceder o nome) é um duplo em pré-reforma que usa o seu carro preto «À prova de morte» para aterrorizar donzelas delicadas (ou não tanto). Com aterrorizar entenda-se chacinar. Quanto às mulheres, que se sabe que Tarantino nunca relega para segundo plano, surgem, mais uma vez, como as verdadeiras protagonistas sempre com a mesma postura que ele lhes gosta de atribuir: «somos-sensuais-e-elegantes-mas-partimos-tudo-quando-nos-chega-a-mostarda-ao-nariz». Aqui, os retratos pretenderam ser os das armas femininas. Do elenco fazem parte, entre outras, Rosario Dawson, Vanessa Ferlito, Sidney Poitier (a filha, não o pai), Tracie Thoms e Zoe Bell (a dupla de Uma Thurman em Kill Bill a fazer dela própria, uma mulher impossível de assustar). Algumas, como a brilhante Arlene/Butterfly (Vanessa Ferlito) usam a sedução e protagonizam alguns momentos meio eróticos acompanhados de música slow-dance e de dança do tipo que se faz ao colo (mais uma marca típica do filme «chunga»). Há também as que não temem qualquer desafio e desafiam a própria morte. Não deixem passar despercebida a jovem Mary Elizabeth Winstead que aqui faz o seu primeiro grande papel na pele de uma actriz que não prima pela inteligência.

São elas a alma, o mote e quem parece dar inspiração à mente criativa. Não se deixem enganar pelo nome do filme ou pelo seu fio condutor apoiado no assassino. Esses são apenas pretextos para um espectáculo em que as estrelas são as mulheres.

Dois amigos à volta de um conceito

Quase que conseguimos imaginar Quentin Tarantino junto à mesa do diner tipicamente americano com o tradicional banco vermelho e uma jukebox em pano de fundo em conversa com o seu amigo Robert Rodriguez, este último sempre acompanhado do chapéu de cowboy. No diálogo algo semelhante a isto se terá passado: «E se nos juntássemos e criássemos uma homenagem aos filmes Grindhouse* a que assistíamos quando éramos novos? Tu fazes uma parte e eu outra…».

Assim foi. Grindhouse foi inicialmente apresentado nos Estados Unidos como uma só longa-metragem constituída por alguns trailers feitos propositadamente para o efeito e por duas metades: Planet Terror, de Rodriguez e Death Proof, de Tarantino. Para a Europa, ou porque o a sessão completa foi mal recebida na América ou porque, como o próprio Tarantino argumenta, por estes lados não estamos familiarizados com a ideia de Grindhouse, À Prova de Morte chega separado e em versão alargada (a mesma que foi exibida em Cannes) e Planet Terror só será lançado lá para Setembro. Poderá isto desvirtuar a ideia inicial? Poderá. No entanto, se passarem pelo cinema, a experiência está lá, tal como o realizador a terá pensado.

Cortes abruptos nos planos e chuva no ecrã

Mais do que um simples filme, Death Proof é uma reconstituição de ambiente. Quase conseguimos sentir o cheiro a tabaco no ar e chegamos a imaginar pipocas perdidas no chão. Mas não. O cinema está limpo e arrumado como sempre. Se não soubéssemos ao que vamos podíamos estranhar a presença de alguns cortes repentinos a meio da conclusão de uma cena, a imagem gasta como a de uma bobine que já foi muito rodada e a chuva no ecrã. Nem nos é dado tempo para nos instalarmos já que, logo a abrir, começa a risada com um aviso de R rated à antiga.

O filme que hoje estreia não é a melhor obra de Tarantino mas o seu génio imaginativo faz com que qualquer coisa abaixo de excepcional ainda seja excelente. A banda sonora retorna fantástica com músicas «queriduchas» a forrar cenas gore ao mais alto nível ou na mais reles forma, conforme quiserem entender a premissa, e a passagem entre cenários é feita da mesma maneira bem desenhada, com o mesmo toque de «amor» que Tarantino dá às suas BDs cinematográficas.

A sugestão para uma destas noites é esta: sigam com a mente aberta e com o espírito receptivo a uma envolvência quase teatral. Só falta mesmo o público bizarro, o cheiro impregnado e a sujidade no chão (se o sítio for escolhido com cuidado talvez consigam reunir todas estas condições) para que este episódio trash salte da tela e invada em pleno esplendor a sala de cinema.

* Uma nota acerca do Grindhouse: O termo americano é típico da década de 70 e surgiu para designar salas de cinema que exibiam filmes exploratórios sobre sexo, violência e que usavam algumas narrativas no mínimo rebuscadas. O mesmo nome passou mais tarde a ser dado aos próprios filmes. Geralmente as sessões Grindhouse eram criadas para serem exibidas em drive-ins mas, como na maioria dos grandes centros urbanos esses espaços não existiam, vulgarizaram-se em velhas casas de dança exótica transformadas em cinemas.

De Niro retrata a China de Mao

Julho 18, 2007 at 11:03 pm | In Cinema | Leave a Comment

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O grandioso Robert De Niro a quem tive há pouco tempo a honra de dirigir a palavra e receber algumas de volta (tenho de aproveitar todas as ocasiões para dizer isto), vai embarcar noutro projecto de realização.

O actor/realizador comprou os direitos cinematográficos do livro do repórter Roy Rowan, enviado especial da revista Life à China no final dos anos 40 e vai fazer um filme sobre a sociedade comandada por Mao Tsé-Tung.

Desconhece-se ainda se será o próprio De Niro o protagonista mas o assunto já despertou o nosso interesse.

Death Proof: um aviso com antecedência

Julho 18, 2007 at 10:56 pm | In Cinema, Estreias | 4 Comments

Faltem ao trabalho. Vão à sessão das duas da tarde para aconchegar o almoço. Vão à noite mesmo que os olhos vos doam de cansaço. O importante é que não deixem passar nem mais um dia para ver Death Proof do mestre Tarantino. Amanhã retomamos a conversa com uma opinião detalhada. Por agora, deixo-vos com o único trailer disponível (sem Planet Terror de Rodriguez associado). Desde já, as minhas desculpas pelas legendas em holandês.

Um obrigada

Julho 18, 2007 at 10:53 pm | In Amigos, Cinema | 2 Comments

Ofereceram-me este belo exemplar para juntar à ainda pouco extensa colecção de cartazes. Obrigada, Pedro!

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The Simpsons Movie: Mais uma genial operação de marketing

Julho 17, 2007 at 6:02 pm | In Cinema, Notícias | 2 Comments

Depois da fantástica campanha que transformou alguns supermercados americanos em verdadeiros Kwik-E-Marts, na Inglaterra apareceu isto.

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Homer fica assim, pintado com tinta de água, ao lado de uma figura que ali está desde o século XVII.

O grande senhor que é David Fonseca

Julho 16, 2007 at 6:42 pm | In Blog, Pessoas | 1 Comment

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Sinto o dever e tenho a honra de deixar aqui o primeiro webisódio e o novo videoclip do David Fonseca. Já todos sabemos que ele tem talento para a música mas aqui ele prova que é muito mais do que um músico. Ele é um criativo em crescimento com um talento daqueles que precisam de se cuidar e elogiar por cá. Aposto nele para realizar uma longa-metragem. Que tal, David?

Espreitem estas jóias.

O brilhante webisódio

O fantástico vídeo

Não há dúvidas de que ele parece um personagem saído de um filme de terror

Julho 16, 2007 at 6:35 pm | In Cinema, Notícias | 1 Comment

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O músico mais polémico desde Ozzy Osbourne decidiu partir para novos projectos que não passam necessariamente pela música. Por onde passa suscita polémica e levanta protestos. Ora eu sempre achei que ele à noite despe aquele fato de negritude e quer colinho da mamã. Até acho que ele é igual ao mais comum dos mortais, quando fora do circuito musical.

Bom, mas vamos ao que nos interessa por aqui.  O senhor Marilyn Manson resolveu realizar e protagonizar um filme de terror baseado nos polémicos diários de Lewis Carroll, autor do imaginário de Alice no país das maravilhas. Se me perguntarem porque é que Carroll é polémico eu digo-vos que consta que ele não só é pedófilo como sempre consumiu drogas alucinogénicas (o que também se diz estar na origem do seu grande talento e imaginação). Eu não tenho nada contra a segunda parte. Todos guardam com certeza a Alice na memória.

Nada nos faz adivinhar o futuro do projecto mas uma certeza há: vai ser falado o suficiente para fazer receitas de bilheteira.

Dois “roubos” para o bem da humanidade…

Julho 13, 2007 at 5:43 pm | In Cinema, trailers | Leave a Comment

…ou pelo menos para minha felicidade e para regozijo dos que cá dão um pulinho de vez em quando.

Na minha passeata pelos habituais blogs, encontrei duas coisas neste sempre jeitoso estaminé que não podia deixar de transportar até este também ele jeitoso estaminé.

Primeiro, algo que vai trazer de volta uma série que faz parte do imaginário de miúdos e graúdos (tendo sido vista há muito ou há pouco tempo) e que, mesmo que não seja uma obra-prima, conta com a participação da divindade da comédia, sua alteza, Steve Carell. Só com isto fico convencida. Confesso que mesmo que Get Smart seja uma valente porcaria, vou sair de lá satisfeita…só porque não tenho dúvidas de que o amigo Michael Scott não vai desiludir.

Aqui fica o teaser.

O segundo roubo diz respeito a uma incursão pela animação.

Steven Spielberg e Jerry Seinfeld juntaram-se e estão na labuta para trazer até nós Bee Movie. Uma abelhita acha que a humanidade está a abusar e decide processá-la por uso excessivo de mel. Digam lá que não é original?

Na versão portuguesa a abelhita vai ser o senhor das manhãs (hein, Markl isto é que é prestígio?!). Deixo-vos os dois trailers (na versão original e em português).

Versão portuguesa

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