Acabo de Ver…Zodiac
Maio 22, 2007 at 7:58 pm | In Acabo de Ver, Cinema, PodCast | Leave a Comment21/05/07 – Zodiac: Mais do que a história do assassino, a história das obsessões que ele gerou. Fincher com um pé na normalidade mas sempre brilhante na aura que cria.Download
Tarantino e o seu Death Proof alargado em Cannes
Maio 22, 2007 at 5:14 pm | In Cinema, Notícias, Pessoas | Leave a CommentFoi ontem exibida em Cannes a metade Grindhouse de Quentin Tarantino. Desta vez, ele e o seu habitual produtor, Harvey Weinstein, juntaram-se para alargar a metade para um todo, sem a parte de Robert Rodriguez.
Claro que resultou numa mão cheia de influências, como em tudo o que Tarantino faz com carinho e que vai buscar às suas lembranças. Peter Bradshaw do The Guardian descreve-o como (e vou transcrever a frase em inglês para não soar disparatado) “silly but wildly enjoyable”.
Como já alguns disseram, Death Proof pode bem ser uma surpresa na competição de Cannes. Tarantino consegue, em boa parte das vezes, fazer das suas sem que ninguém o anteveja. Veremos daqui a uns dias.
Podem ler o artigo de opinião completo de Peter Bradshaw aqui.
Zhang Yimou vai presidir ao júri do próximo Festival de Veneza
Maio 22, 2007 at 2:41 pm | In Cinema, Notícias | Leave a CommentNo 64º aniversário do festival todos os jurados serão realizadores. A ideia assemelha-se ao que já foi feito nas bodas de ouro do evento, com Bernardo Bertolucci a liderar.
Yimou foi o escolhido, diz a organização, por “o único realizador do mundo que ganhou todos os prémios mais importantes da Mostra de Veneza em menos de dez anos”.
Se não estão a recordar-se de quem é o senhor, lembro-vos que ele realizou Esposas e Concubinas e, mais recentemente, Herói. Como habitualmente, aqui ficam imagens deste último para vos trazer o realizador de volta à memória.
Mo(n)stra de Animação
Maio 22, 2007 at 2:22 pm | In Cinema, Festivais, Notícias | Leave a CommentComeçou ontem o Festival de Animação de Lisboa, a Monstra, e eu estive por lá. Deixo-vos o que escrevi hoje sobre o evento…
“O corpo e o vídeo. A animação russa em retrospectiva. Uma sala cheia. Foram estes os pontos altos da abertura do Festival de Cinema de Animação de Lisboa, o Monstra, ontem à noite, no Teatro Maria Matos. O acontecimento que se define como «um espaço de encontro e convergência do cinema de animação com outros media e com outras artes» abriu as portas para sete dias de exibições.
Às nove da noite, hora marcada para o início das festividades, ainda se fumavam cigarros à porta do Maria Matos e guardava-se lugar na fila para comprar bilhete ou trocar o convite por um bilhete genuíno. No entanto, tudo estava calmo. Nada de pressas para a mostra, ou melhor, para a Monstra. 
Quando o auditório reservado para o certame que vai durar até ao próximo dia 27 finalmente se compôs e as luzes se apagaram, foi tempo de juntar o corpo ao vídeo e a voz aos efeitos no espectáculo .txt, um dos muitos que acompanham a exibição de filmes no evento. Durante vinte minutos um corpo dá ao movimento passos livres para seguir ou comandar as projecções visuais com expressões que vão correndo o palco de uma ponta à outra.
Movimentos sincronizados de um bailarino acompanhados pela voz do actor que, atrás de uma secretária fala dos conceitos mais abstractos como «conflito, simbiose e paradigma».
Era o aquecimento para a noite de animação que se avizinhava, no ecrã e fora dele. Os organizadores deram as boas vindas com um sonoro e vocalmente esforçado «a Monstra cresceu» e deram a partida para o que consideram ser «o deslumbramento» da animação. 
O propósito da noite foi o de homenagear um dos mais influentes cineastas de animação russos, Fyodor Khitruk, senhor a quem Walt Disney fascinou durante os anos 30 e tendo causado nele o irreprímivel desejo de criar as suas próprias obras. Apesar da vontade, seria apenas em 1962, com 44 anos, que Khitruk se passaria a chamar «autor» de animação. Na retrospectiva ontem exibida, foi possível assistir ao seu primeiro filme, Story of a crime, também o primeiro a correr na tela do teatro na noite de inauguração. Esta curta fita sobre um homem acusado de assassinato marcou o panorama russo dos anos 60 por ultrapassar a censura com o seu aspecto estilizado e a sua temática pouco infantil.
A inscrição «fim» abriu caminho para Man in the frame, talvez o mais contido dos quatro que ontem foram revistos no Monstra. Ainda sobrou tempo para o burlesco Film, film, film que, tal como o nome indica, retrata satiricamente o processo de realização de um filme e para Winnie the Pooh, nos primórdios da adaptação, bem antes do urso amarelo e composto que nos habituámos a ver.
O serão fechou com o espectáculo de dança Les Pastis mas as movimentações no Maria Matos e nos Cinemas King, espaços escolhidos para acolher o festival, prometem continuar até ao próximo Domingo.”
Aproveito para dizer que não me esqueci do Acabo de Ver, só não tive acesso aos recursos técnicos necessários ontem à noite. Peço-vos desculpas e prometo a actualização mais logo.
Pela Riviera francesa…
Maio 20, 2007 at 9:52 am | In Cinema, Festivais, Notícias | Leave a Comment…quem reina são os irmão Coen.
Foi ontem exibido em Cannes o filme de Joel e Ethan Coen, No country for old men com uma opinião positiva generalizada por parte da imprensa. O filme, que já foi considerado por alguns como o melhor dos irmãos, é uma crónica sobre uma perseguição exaustiva entre as fronteiras dos EUA e do México.
Nos papéis principais estão Josh Brolin, Javier Bardem, Tomy Lee Jones e Kelly McDonald que receberam boas votações por parte da crítica e aguardam pelas decisões sobre o prémio para melhor interpretação.
O El Pais usou a seguinte expressão: “una acción sin tregua y unos personajes perfectos”.
Aguardemos até que chegue até cá.
Presentes de aniversário cinéfilos
Maio 20, 2007 at 9:40 am | In Amigos, Blog, Cinema | Leave a CommentA fixação de um cartoonista, de um jornalista e de um polícia
Maio 20, 2007 at 9:16 am | In Cinema, Estreias | 2 CommentsOntem à noite vi, em extremo cansaço, aquele por que tanto aguardava: sua excelência, o último de David Fincher, Zodiac.
A cena inicial demonstra, logo à partida, o tom que o filme vai ter. O primeiro assassinato do Zodiac, um serial killer que aterrorizou a zona de São Francisco nos anos 60 e 70, é mostrado lentamente, com pormenores para digerir, com a crueldade de o vermos pelo ponto de vista das vítimas, não do criminoso. A primeira cena também nos diz que, por mais que este filme possa vir a ter momentos em que nos perguntamos se é do mesmo homem que fez Seven e Fight Club, vai ter sempre a marca do ambiente obsessivo tão próprio de Fincher. Isso distingue-o. É isso que fascina.
Zodiac é muito mais do que a história do assassino, é a história de como a sua identidade desconhecida leva a uma busca transformada em obsessão por parte de um cartoonista de um jornal, de um jornalista estrela (porque também Zodiac era obcecado pelo mediatismo dos seus actos) e de um polícia que tenta resolver o caso.
Cinco anos depois de Sala de Pânico, aquele que é, quanto a mim, a mais fraca das fitas de Fincher (o que não faz dela má), o realizador volta à acção com algo muito mais linear e realista do que Fight Club (o meu eleito) e com muito menos surpresas do que Seven.
Zodiac é um filme mais dentro da normalidade mas isso não faz dele um filme menor. É que, nesta história sobre o assassino mais interessante que aterrorizou São Francisco durante a infância de Fincher, para lá das boas interpretações e do argumento desenhado de uma forma original, quem ganha é a envolvente psicológica e situacional construída lentamente, que só a direcção de Fincher poderia ter feito.
Amanhã, com detalhe, no Acabo de Ver. Deixo-vos o trailer.
Menos 1.063 espectadores por dia
Maio 17, 2007 at 7:34 pm | In Cinema, Notícias | 5 CommentsAs salas de cinema portuguesas registaram, nos primeiros quatro meses de 2007, o total de 5.169.304 espectadores, o que equivale a uma perda de 1.063 espectadores por dia em relação ao mesmo período do ano passado.
Reflictamos por um momento…
Já está? Quanto a mim as conclusões podem sumarizar-se em quatro:
1. Ninguém tem dinheiro para pagar bilhetes;
2. Ninguém tem tempo para ir até ao cinema;
3. O mercado de DVD’s afastou as pessoas do cinema para ficarem no conforto do lar;
4. A pirataria permite ver os filmes ao mesmo tempo que eles estão nas salas de cinema (às vezes até antes) na plenitude de um belo ecrã de computador (não aprecio este ritual, a não ser com séries).
Todos juntos estes esclarecedores pontos explicam o esvaziamento das salas de cinema ou então o meu raciocínio não tem qualquer fundamento e não há público por toda uma outra ordem de razões muito mais fundamentada.
O propósito deste post não era demonstrar resultados. Era só deixar aqui um grande e entusiástico “VÃO AO CINEMA!”.
O mais antigo cineasta no activo a abrir Cannes
Maio 17, 2007 at 10:26 am | In Cinema, Festivais, Notícias | 1 CommentFoi o nosso próprio Manoel de Oliveira, de 98 anos, na nossa mundialmente reconhecida língua, a declarar a abertura oficial do Festival de Cannes. Ao seu lado estava a actriz tailandesa Shu Qi, 31 anos.
Diane Kruger teve a responsabilidade de assumir o papel de mestre de cerimónias e também ela explicou a escolha do português e da tailandesa para a declaração oficial. A dupla representa, por um lado, a sabedoria e a experiência e, por outro, a modernidade e a graciosidade no cinema.
Na pequena intervenção em francês, Manoel de Oliveira sublinhou o facto de este antigo e “prestigioso” festival ainda continuar ” muito jovem” e terminou, selando a abertura das festividades com uma pequena frase em português.
Se se estão a interrogar sobre o porquê da escolha da foto, digo-vos que aquela é a equipa responsável pelo filme de abertura, My Blueberry Nights.
Fecho o artigo com uma sugestão. Se vos apetecer vão passando por aqui para irem lendo coisas como esta.
Ciclo de Cinema: Os clássicos de ontem
Maio 16, 2007 at 8:03 pm | In Ciclos, Cinema | Leave a CommentNuma ronda pelos blogues sobre o assunto que todos sabem ser o meu predilecto descobri neste um cartaz digno de nota. Pelos filmes e pelas conferências, vale a pena dar um salto. Cliquem na imagem para saber pormenores.
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