Direitinhos para o templo dos DVDs

Abril 26, 2007 at 10:29 am | In Cinema, DVD's | Leave a Comment

Acontece que ontem foi feriado. Acontece também que tive de passar pelo Colombo. Ora, o que é que há no Colombo? A FNAC. O que é que acontece quando vou à FNAC? Dificilmente de lá saio sem qualquer coisa.

Desta vez vieram comigo os discos abaixo referidos.

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Estes dois últimos foram vistos e revistos sem nunca terem sido comprados. Já era altura de reservarem o seu lugar.

Hal Hartley e a sua Fay Grim no Indie

Abril 25, 2007 at 8:12 pm | In Cinema, Estreias, Festivais | Leave a Comment

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Ontem foi noite de Indie. Desta vez, no São Jorge, por entre o calor insuportável (o senão do serão) e a pequena multidão que ali foi para ver Hal Hartley e a sequela de Henry Fool, 10 anos depois. Mais uma vez, o espírito Indie Lisboa fez-se sentir na sua forma mais contagiante.

Depois da breve apresentação do realizador, ali no palco, desarmado por todos os olhos atentos, veio Fay Grim. Como o próprio Hartley definiu na recepção, este é “um filme muito rápido, muito cómico e muito triste”. É isto mesmo.

Fay Grim ( numa intrigante e descarada, no bom sentido, Parker Posey) é uma mulher americana, aparentemente comum. Subitamente é confrontada por um agente da CIA (Jeff Goldblum) que a interroga sobre uma série de livros escritos pelo seu ex-marido, Henry Fool (Thomas Jay Ryan). Acontece que os cobiçados escritos transportam informação que pode pôr em causa a segurança dos EUA e, consequentemente, são alvo de busca por parte de meio mundo terrorista.

A fita mistura pedaços de géneros. Veste quase tudo de um tom cómico, quando menos esperamos investe no drama e tem por base um thriller que traz à memória os antigos filmes de espionagem.

O argumento é aguçado na crítica e no humor, atravessando momentos hilariantes que puseram todo o São Jorge em altas gargalhadas. Os twists são muito bem conseguidos, principalmente na passagem inesperada do humor para a tragédia.

Regressa também a peculiar realização de Hal Hartley que, confesso, me acaba por cansar pelo posicionamento da câmara, sempre em ângulo inclinado. A intenção é perceptível e acho que esta opção consegue transmitir uma mensagem para além da que convencionalmente, as imagens e o texto contêm mas esteticamente não me toca no botão do fascínio.

Fay Grim atinge uma velocidade estonteante conseguida pelos diálogos inspirados e alucinantes que, em última instância, também imprimem rapidez à acção. Duas horas muito bem dispostas que, contudo, acabam por tomar um rumo diferente… Para mais informações vão ter de o ver quando chegar ao circuito normal das salas de cinema.

Cá está o trailer da praxe.

Masi Oka: Digam lá que não parece um boneco de carne e osso

Abril 25, 2007 at 12:16 pm | In Pessoas, Séries, Televisão | 1 Comment

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Ele é o japonês que quebrou as barreiras do espaço e do tempo em Heroes. Vivia uma existência totalmente standardizada no Japão mas agora acredita que o seu destino é parte de algo maior. A sua personagem disse a frase que todos decoraram: “Save the cheerleader, save the world”.

Masi Oka é Hiro Nakamura, o actor cuja aparência parece ter sido desenhada especificamente para uma BD ou para uma série anime. Mas não, é de carne e osso.

Andava no meu zapping electrónico diário sobre cinema e afins quando passei por um artigo sobre este senhor no site da CNN. Não é o texto mais interessante de sempre mas faz a vénia a quem julgo que a merece.

Oka nunca conseguiu papéis de relevo e foi passando despercebido na comédia em coisas como Reba, Reno 911 e Scrubs. O actor explica que muitas das dificuldades para conseguir “O” trabalho tiveram por base o facto de os americanos terem uma visão muito quadrada dos asiáticos. Era difícil encontrar um guião que se adaptasse à sua figura e à sua experiência na comédia.

Um dia, o piloto de Heroes caiu-lhe no colo e tudo encaixava na perfeição. Procuravam alguém que falasse japonês fluentemente, que tivesse experiência na televisão americana e que tivesse passado, em algum momento, pelos lados do humor.

Foi assim que nasceu Hiro Nakamura. Não quero tornar-me aborrecida nos elogios a Heroes (que já aqui fiz vezes suficientes) mas o personagem de jeito acriançado e ingénuo com o poder para mudar o mundo e, esperemos, salvar a cheerleader é, sem dúvida, aquele que mais me dá gozo seguir.

Espero que, depois da série, se consiga deslocar do papel e partir para outras andanças. Fiquem com este excerto.

Scorsese apresenta Golden Door

Abril 24, 2007 at 4:30 pm | In Cinema, Estreias, Notícias | Leave a Comment

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A 25 de Maio estreia nos EUA Nuovomundo (Golden Door no título inglês), o filme de Emanuele Crialese sobre emigrantes sicilianos que seguiram rumo à América no início do século XX. Ninguém melhor do que o oscarizado Martin Scorsese para emprestar o seu nome à campanha de marketing para o filme. No início da exibição, deverá surgir o habitual formato “Martin Scorsese presents Golden Door”. Plagiando alguém, atrevo-me a dizer que “parecendo que não, facilita”.

O filme conta com várias estrelas europeias, entre elas Charlotte Gainsbourg, mas não apresenta nomes que devam causar sucesso por terras americanas. O nome de Scorsese servirá, assim, como impulso para atrair espectadores.

Para além do circuito normal nas salas de cinema comuns, a fita será também apresentada no Tribeca Film Festival e no Festival de Cinema de São Francisco. O que já não me parece provável é que venha a ser exibida por cá. Fiquem com o trailer.

Beja: Mais do que cidade, região do cinema

Abril 24, 2007 at 9:12 am | In Cinema, Notícias | 1 Comment

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A Hollywood europeia pode vir a estar em Portugal. Com o novo projecto para a criação uma Região do Cinema, os olhos dos cineastas e das produtoras vão poder virar-se para cá e ver o novo e ideal estúdio para rodar.

A iniciativa parte de Nicolau Breyner, com o apoio de António Saleiro (o Presidente da Associação Comercial de Beja). O actor é natural de Serpa e reconhecedor das virtudes da região para estes propósitos.

A ideia é que se construam 100 hectares de estúdios e de outras infra-estruturas de apoio à produção cinematográfica mas, mais importante do que isso, que se aproveitem as paisagens e o clima do nosso país.

Estamos numa altura em que os produtores têm custos exorbitantes e percorrem meio mundo para encontrar exteriores adequados para as suas filmagens e, por isso, o nosso pequenito país poderá ser a solução perfeita.

O sol abunda durante praticamente todo o ano, temos verde, cidades, campo e costa. Diria que as condições estão reunidas.

Aqui há uns anos, projectou-se uma Cidade do Cinema para Cascais mas o projecto acabou por ficar pelo caminho. Este poderá ser o retomar e redimensionar de um projecto que, se bem explorado, poderá resultar num feito único.

Claro que até que se lance a primeira pedra (se chegar o dia, claro) é preciso que a vaca tussa e os chaparros se aborreçam.

Acabo de Ver…A Scanner Darkly

Abril 23, 2007 at 12:05 pm | In Acabo de Ver, Cinema, PodCast | Leave a Comment

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23/04/07 – A Scanner Darkly: A abordagem futurista ao submundo da droga. A fiel adaptação do livro de Philip K. Dick. O justificado aspecto visual mas a perda no devaneio dos diálogos.Download

Jack Nicholson pelos olhos dos outros

Abril 23, 2007 at 9:19 am | In Cinema, Publicações, Reportagem | Leave a Comment

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Estranhamente inteligente, um cavalheiro mulherengo com um estilo de vida tresloucado. São estes alguns dos pareceres que os amigos e colegas de Jack Nicholson fazem sobre ele na série de entrevistas publicada ontem no The Observer.

De Susan Sarandon a Tim Burton, passando por Danny DeVito e Dennis Hopper, muitos passaram pelo escrito para deixar o seu testemunho sobre a lenda viva de Hollywood.

A verdade é que, como diz o título em jeito de trocadilho, aos 70 “he’s still shining”. Podem ver o texto completo aqui.

A Scanner Darkly em sala cheia e com fila à entrada

Abril 22, 2007 at 7:09 pm | In Cinema, Estreias | 1 Comment

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A Avenida de Roma apresenta-se como uma movimentação pouco habitual para uma tarde de Domingo. A razão: o Indie Lisboa. Apenas numa Avenida estão três dos locais escolhidos para a exibição dos filmes (o King, o Londres e o Fórum Lisboa) o que, inevitavelmente, traz agitação à envolvente.

A entrada do Fórum Lisboa fez-me auto-bajular pelo facto de ter ido comprar os bilhetes ontem de manhã. Interiormente fiz aquele risinho de glória quando vi a fila para a bilheteira que quase virava a esquina do edifício junto à hora da sessão da tarde.

É reconfortante ver que o Indie consegue juntar tantas pessoas e tão díspares. A sala está cheia e o início da sessão sofre um atraso causado por aqueles que decidiram chegar mesmo em cima da hora. Dos 20 aos 60, mais descontraídos ou mais formais, todos acabam por ir ali parar.

O filme é A Scanner Darkly de Richard Linklater, senhor que não teme experiências novas a cada filme que faz. Basta recordar-vos que é ele o responsável por School of Rock e Before Sunset para se entender que lhe agrada não se ficar apenas por um registo.

Neste filme, adapta o livro de Philip K. Dick, reúne um elenco de luxo e arrisca-se num aspecto visual de fundo real com capa animada. A sua experiência resulta, mas não sem falhas. Ao contrário do que possam já ter pensado, o formato das imagens não é apenas um recurso do tipo “vou fazer isto porque é giro e dá um bom ar”. É também ele um recurso para fazer a o argumento funcionar. É que a acção atravessa cenários, diálogos e pensamentos tão alucinogénicos que apenas passando para além do real poderiam ser demonstrados.

Todo o elenco é sublime mas tenho de falar no superior Robert Downey Jr. que, cada vez mais, me deixa boquiaberta com os trabalhos que tem mostrado no ecrã.

O problema de A Scanner Darkly é que, por querer dizer tudo e levar a história ao mais ínfimo pormenor, perde-se, por vezes, no meio das constantes ideias complexas e transfiguradas dos personagens, distraindo a atenção do espectador que tanto queria estar preso ao que lhe apresentam.

Amanhã o Acabo de Ver é dedicado a esta estreia em palco diferente.

Os irmãos Coen com Clooney e Pitt

Abril 21, 2007 at 12:58 pm | In Cinema, Notícias | Leave a Comment

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Pouco se sabe sobre o novo filme de Joel e Ethan Coen. Apenas que é uma comédia negra sobre um agente da CIA que perde o disco com os conteúdos do livro que está a escrever. Tal como o modo de actuação da CIA, também os realizadores de Fargo e The Ladykillers, revestem o projecto de um certo secretismo.

Havendo pouco mais para adiantar, interessa falar de quem se tem juntado ao elenco.

Aos nomes de Frances McDormand e George Clooney alia-se o de Brad Pitt, que, com Ocean’s 11, 12 e 13  e agora este Burn After Reading começa a ser um habitual colega de trabalho de Clooney.

A Cinemateca para os mais pequenos

Abril 21, 2007 at 8:38 am | In Cinema, Notícias | Leave a Comment

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Abre hoje em Lisboa um espaço com um propósito diferente: a Cinemateca Júnior.

Ali, no Palácio Foz, nos Restauradores, espera-se que os jovens se aproximem da história do cinema através de uma exposição permanente sobre as suas origens e por meio de exibições de várias películas que marcaram um determinado período. Claro que, as fitas em questão, serão adequadas para o público alvo para o qual o espaço foi criado. Para além disto, será também possível assistir a espectáculos de lanterna mágica.

O objectivo: cultivar cinematograficamente os mais novos e, quem sabe se, criar novos cinéfilos.

Hoje e só hoje a entrada é livre e vai poder assistir-se a Aniki-Bobó de Manoel de Oliveira e a Dumbo da Disney. Se tiverem junto de vocês algum dos destinatários modelo e se, por alguma razão, vos apetecer fugir ao dia de sol que está lá fora, passem pela Cinemateca Júnior.

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