Grandes Portugueses e a História de Portugal em 7m e 17s

Março 26, 2007 at 10:02 am | In Televisão | 4 Comments

Ontem comecei a pensar que talvez tivéssemos razões para nos preocuparmos. Grandes Portugueses foi um programa de entretenimento sem qualquer validade científica ou estatística, algo que acho muito importante recordar, mas, ainda assim, levou uns bons milhares de pessoas a elegerem como o maior português de sempre o grande vilão do nosso século XX. Ora, sou tentada a dizer que algo está mal aqui.

Mesmo que os votos não expressem apoio a Salazar e sejam uma forma de protesto contra o estado actual do país, é uma forma ridícula para o demonstrar. Contudo, como já disse, acho que é preciso não dramatizar porque a amostra não tem qualquer representatividade.

Serve este post para algo diferente e que acho bem mais interessante de salientar da noite de ontem. Já quase no final do programa, foi apresentado um vídeo de nome História de Portugal em 7m e 17s. Uma pérola humorística mas com um fundo pedagógico muito substantivo, com um bom texto e cheia de belas imagens.

Foi um momento a lembrar o polémico Bowling for Columbine de Michael Moore no momento em que nos é mostrada uma breve história dos EUA em versão animada e acelerada.

Aqui fica o dito cujo.

Lost de volta à RTP

Março 25, 2007 at 7:30 pm | In Estreias, Séries, Televisão | Leave a Comment

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Estreou esta tarde na estação de serviço público a terceira temporada de Lost. A FOX já o tinha feito e agora cá está, pronto quem quiser ver, em canal aberto.

Tenho acompanhado esta terceira temporada ao ritmo dos EUA sendo que falhei os dois últimos episódios (neste caso, o 12º e 13º) porque ainda não tive oportunidade de os ver.

Acho que o aquecimento é fraquinho, tendo em conta as anteriores temporadas. Gostei do primeiro episódio e adorei o oitavo, Flashes before your eyes, que embarca numa viagem surrealista à mente e corpo de Desmond, mas fora os mencionados, achei-os muito pouco inspirados e até presos.

No entanto, estes últimos episódios têm voltado ao original espírito de Lost. Parecem ter voltado aos tempos de aprofundamento do passado dos personagens, de ligações bem engendradas, twists bem sacados e têm dado novos passos na ilha, à descoberta de coisas novas.

Embora Heroes tenha estado a roubar parte do carinho que tinha canalizado para Lost, continuo fiel e estou muito empolgada com estes últimos desenvolvimentos nesta terceira temporada. Vamos ver o que se vai desenhar.

Para mim, isto também é bom serviço público.

Spider-Man 3: Porque ainda não tinha falado nele

Março 24, 2007 at 12:37 pm | In Cinema, Estreias | 1 Comment

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Confesso que o primeiro não me convenceu. Do segundo gostei mas não me encheu as medidas. Contudo, vejo os Spider-Man de Sam Raimi como bons espécimes de tributo à BD. As personagens estão bem construídas (embora eu não consiga gostar do Tobey Maguire) e há um esforço bem sucedido para se ser fiel aos anos de história que o personagem já reúne.

Porque este me parece o mais negro dos três e porque o trailer faz adivinhar algo muito mais grandioso do que o que vi até esta altura, numa verdadeira homenagem ao personagem aracnídeo, vim, já com algum atraso, falar do filme.

Aguardo com curiosidade pelo dia 3 de Maio, altura em que o vamos poder ver no grande ecrã. Por agora, brindo-vos com o trailer.

Sobre a temporada dos filmes de terror

Março 24, 2007 at 12:11 pm | In Cinema, Notícias | Leave a Comment

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Entre a temporada dos Óscares e os blockbusters de Verão, fica livre um espaço para os filmes de terror. Esta semana, por todo o lado em Nova Iorque encontravam-se espalhados nas esquinas, nas protecções de obras e em outdoors, cartazes cheios de caras assustadoras e pingos de sangue bem ilustrativos.

É altura de aproveitar o espaço pouco explorado que o NY Times descreve como a “colheita de terror e suspense entre o Inverno e a Primavera” para fazer render estas fitas.

No entanto, este ano a promoção torna-se mais difícil à medida que se levantam questões relacionadas com o facto de a indústria do entretenimento estar cada vez mais dependente de violência para se fazer valer.

Com a preocupação obsessiva dos americanos com este tipo de assuntos e com novos estudos que têm sido feitos sobre a matéria, diz o NY Times, que é possível que a discussão volte à arena política.

Se me perguntarem, diria que há um zelo excessivo por parte dos americanos no que diz respeito a restringir a exibição de violência. Uma preocupação que resulta de anteriores acontecimentos como o massacre no liceu de Columbine que deixaram marcas sem retorno numa cultura já por si amedrontada.

Aqui fica a reportagem completa de Michael Cieply para o NY Times.

Dez anos depois, DiCaprio e Winslet cruzam-se novamente

Março 23, 2007 at 5:14 pm | In Cinema, Notícias | Leave a Comment

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Em dez anos passaram de jovens estrelas de um blockbuster sentimental a actores maduros e conceituados com participações dignas das mais altas notas.

Agora, dez anos depois, juntam-se novamente no ecrã sob o olhar atento do marido dela e mente interessada nas profundezas do quotidiano, Sam Mendes.

O filme vai chamar-se Revolutionary Road e vai seguir a história de um casal nos anos 50 preso entre os seus desejos e a pressão para se acomodarem à realidade que vivem. Em Beleza Americana, Mendes extraiu das pequenas coisas um significado tão claro sobre o inconformismo e a acomodação que tanto a crítica como o público cairam a seus pés.

Confio nele e nos dois protagonistas para repetirem o feito.

Para o templo dos DVDs vão…

Março 23, 2007 at 3:31 pm | In DVD's | 3 Comments

…estas jóias. Acabados de comprar na loja da desgraça, ainda a fumegar.

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Sinto-me na pele de uma criança a olhar para o novo brinquedo que lhe deram para as mãos.

Tim Burton recebe um Leão de Ouro pela sua fábrica de sonhos

Março 22, 2007 at 10:09 am | In Cinema, Festivais, Notícias, Prémios | 1 Comment

No próximo Festival de Cinema de Veneza, Tim Burton vai aceitar um Leão de Ouro como reconhecimento pela sua carreira.

Será a cinco de Setembro que o realizador que sempre conseguiu fixar o equilíbrio certo entre a arte e a indústria vai subir ao palco para agradecer pelo trabalho que fez nos seus 23 anos como realizador.

Ponha o dedo no ar quem não viu e guardou Eduardo Mãos de Tesoura, Ed Wood, Nightmare before Christmas, Big Fish e A Noiva Cadáver. Ele é um pilar para fabrico de sonhos em Hollywood. Ninguém cria cenários e personagens como ele. Ninguém consegue transportar o espectador até mundos tão estranhos e paralelos como ele. Ele ataca-nos o subconsciente até nos conseguir fazer render à sua máquina e consegue-o de uma forma que roça a perfeição.

A sua versatilidade tem sido materializada quase sempre pela sabedoria dramática do seu sidekick, Johnny Depp. A dupla mais fantástica do cinema, quanto a mim. Excentricidade e genialidade com excentricidade e genialidade só pode resultar em algo grandioso.

Tim Burton está actualmente a trabalhar na adaptação do musical Sweeney Todd, de Stephen Sondheim, mais uma vez, com o seu companheiro de aventuras, Johnny Depp.

Deixo-vos este excerto de A Noiva Cadáver, tão negro e melancólico quanto esperançoso e iluminador.

Grindhouse: Sai um trailer fresquinho

Março 21, 2007 at 2:52 pm | In Cinema, Estreias | 1 Comment

Aqui vos deixo o novo trailer de Grindhouse. São dois minutos e meio de pura diversão trazidos pelos sábios Quentin Tarantino e Robert Rodriguez.

Esperemos mais uns meses e poderemos ver o produto final.  Até lá, salivem, roam as unhas e contem os minutos.

Emily Blunt é Rainha no filme sobre Vitória

Março 21, 2007 at 2:36 pm | In Cinema, Notícias | Leave a Comment

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Com Martin Scorsese e Graham King a produzir, faltava ao filme sobre a Rainha Vitória saber quem ia subir ao trono.

Está escolhida a Rainha. É Emily Blunt quem vai representar os anos jovens da mulher que assumiu o trono da Grã-Bretanha com apenas 18 anos. Como já aqui tinha falado, a fita pretende mostrar os primeiros turbulentos anos de reinado e a relação da monarca com o Príncipe Alberto.

Emily Blunt venceu recentemente um Globo de Ouro pela sua interpretação em Gideon’s Daughter ao lado do cáustico Bill Nighy e marcou presença em The Devil Wears Prada onde contracenou com a veterana Meryl Streep.

Quem também está envolvida na produção deste filme, pós-A Rainha é Sarah Ferguson, ela própria, a Duquesa de York (com esta conseguiram surpreender-me). Foi ela quem apresentou inicialmente o projecto a Graham King.

E assim tem início toda uma nova linhagem de realeza no cinema. Ora aqui está uma ideia progressiva!

O Labirinto do Fauno limpa os prémios mexicanos

Março 21, 2007 at 12:06 pm | In Cinema, Prémios | Leave a Comment

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Faltava apenas esta etapa.

O filme de Guillermo Del Toro recebeu o reconhecimento em casa. Venceu 9 estatuetas nos Ariel, os prémios do cinema mexicano, entre elas melhor filme, melhor realizador e melhor fotografia.

O prémio individual de melhor actriz foi repartido entre Maribel Verdú, pelo papel de Mercedes, empregada do Capitão e refúgio da pequena Ofélia, e Elizabeth Cervantes por Más que nada en el mundo.

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